RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Sábado, Setembro 19, 2020

2020/2021 – Mais uma época de previsível insucesso

Em julho do ano passado fiz aqui, no Rugido, uma breve reflexão do que poderia ser a época que agora terminou.

Hoje repito o mesmo exercício para a época que se avizinha.

E se há um ano atrás éramos detentores da Taça da Liga e da Taça de Portugal, nesse aspecto neste momento estamos ainda pior já que não somos detentores de coisa nenhuma, para além claro, de termos terminado a anterior liga no quarto lugar e por esse motivo termos de disputar eliminatórias para chegar à Liga Europa.

E relativamente a este ponto, quero aqui relembrar que futuras participações na Liga Europa estão seriamente em risco, já que essa competição a partir da época 2021/2022 está reservada para o vencedor da Taça de Portugal, caindo os nossos 4º e 5º classificados para uma nova competição entretanto criada pela UEFA chamada Europa Conference League.

A partir da próxima época o quadro de qualificações europeias fica assim definido:

1º lugar – Acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões

2º lugar – Acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões

3º lugar – Acesso à 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões

4º lugar – 3ª pré-eliminatória da Europa Conference League OU Fase de Grupos da Liga Europa (caso vencedor da Taça de Portugal esteja entre os primeiros três lugares)

5º lugar – 2ª pré-eliminatória da Europa Conference League OU 3ª pré-eliminatória (caso vencedor da Taça de Portugal esteja entre os primeiros três lugares)

6º lugar – nada a assinalar OU 2ª pré-eliminatória da Europa Conference League (caso vencedor da Taça de Portugal esteja entre os primeiros três lugares)

Fonte: Zerozero.pt

Posto isto, rapidamente o caro leitor deduz que eu não acredito sequer no terceiro lugar para a época 2020/2021. Pois é, não acredito mesmo. Na época que ainda agora terminou não conseguimos o terceiro lugar mesmo tendo contado na primeira metade da época em questão com Bruno Fernandes.

Após a saída de Bruno Fernandes, e mesmo tendo ido ao Braga roubar o seu (estagiário) treinador, acabámos mesmo por ficar atrás deles, e para a nova época que agora se vai iniciar não é expectável que o resultado final seja diferente. Eles estão-se a reforçar bem, com jogadores maduros e experientes para além de contarem com um treinador feito e com provas dadas: Carlos Carvalhal.

Quanto a nós, colocámos guia de marcha em todos os jogadores maduros e experientes e penso que é mais do que evidente para qualquer pessoa que perceba um mínimo de futebol que só com miúdos não se vai a lado nenhum, isto é a Primeira Liga, não é a Liga Revelação ou o Campeonato de Portugal.

Não é que os miúdos não tenham qualidade, em minha opinião têm, Nuno Mendes por exemplo está ali um senhor jogador. Pedro Gonçalves demonstra algum potencial – embora os seis milhões e meio por metade do passe dum jogador do Famalicão tenha que se lhe diga, mas isso já são outros quinhentos e não é isso que pretendo analisar hoje.

Acuña tem guia de marcha e nem tem direito a treinar com a equipa. O mesmo é aplicável a Palhinha. Jovane, que tantos pontos nos safou na recta final da época 2019/2020 é negociável, Wendel e Coates provavelmente se acenarem com uns milhões também vão. Basicamente tudo o que puder render uns cobres.

Isto porque jogadores como Ilori, Rafael Camacho, Eduardo ou Idrissa Dombia não valem um tostão furado.

E ficamos com um onze que será provavelmente o pior que já víamos evoluir com as nossas cores. Por curiosidade fui ao zerozero dar uma espreitadela naquele que era o nosso plantel na época 2012/2013, aquela que ficou conhecida com a nossa pior classificação de sempre até agora: o sétimo lugar. Eu olho para este plantel:

https://www.zerozero.pt/equipa.php?id=16&epoca_id=142

E fico com clara sensação que era bem superior ao actual com que nos preparamos para atacar 2021/2021.

A situação directiva também não ajuda nada a uma necessária estabilidade que os atletas precisam para render o seu máximo. É certo que a ausência de público nos estádios derivado da pandemia de Covid-19 pode ajudar nesse aspecto, os jogadores vão ser poupados aos apupos e assobios, mas lá está, do lado da estrutura directiva não vai haver qualquer incentivo, não há exigência, não há competência.

E pode não haver ruído nos estádios, mas vai haver fora deles, nas ruas, nas redes sociais, nas Assembleias Gerais. Penso que é uma evidência para todos que os Órgãos Sociais liderados por Frederico Varandas estão moribundos e à beira da queda. Ninguém gosta deles, ninguém confia neles, ninguém acredita neles. Por culpa única e exclusivamente própria. São efectivamente muito maus, do pior que já passou por este Clube. E essa situação inevitavelmente afecta os atletas, que acabam por não nutrir respeito pelos seus superiores nem suar a camisola por eles.

Eu não quero estar aqui a nomear particularmente jogador A ou B, os atletas merecem-me o maior respeito e não tenho dúvidas que estão ali com a melhor das intenções e tal como todos nós também têm de ganhar a vida. Mas é inevitável fazê-lo.

Antunes vem duma lesão gravíssima e já vai bem adiantado nos 30. Alguém acredita que este jogador é capaz de corresponder?

Feddal vem duma equipa que luta para não descer em Espanha e aos 30 anos foi o melhor que almejou até então.

Adan não joga há dois anos e olhando para o currículo dele em toda uma carreira que já vai longa tem duas boas épocas no Sevilha.

Pedro Porro tem andado por equipas menores de Espanha emprestado pelo Manchester City onde nunca se afirmou.

Nuno Santos vem duma época medíocre no Rio Ave onde em 38 jogos marcou apenas cinco golos. Mas cinco golos é alguma coisa de especial para um jogador que actua em terrenos mais avançados? Muito melhores números apresenta por exemplo Jovane Cabral, que marcou seis golos em vinte presenças. E Jovane Cabral não é propriamente um jogador que vejamos como titularíssimo e indiscutível mais valia. Para além disto tem (ou tinha até agora pelo menos) as suas redes sociais inundadas de grupos Anti Sporting. É um jogador que nunca vai sentir a camisola.

Agora a grande questão que se coloca aqui e nos deixa com um rasgo de esperança para o futuro é: Tal como em 2013 também o (previsível) catastrófico desempenho da equipa de futebol poderá levar à queda dos Órgãos Sociais? Poderá Varandas “imitar” Godinho Lopes?

Para bem do Sporting Clube de Portugal esperemos que sim. Aliás os próximos tempos adivinham-se interessantes, com as Assembleias Gerais do orçamento e do i-voting (que esperemos que seja chumbado) e a provável entrega de assinaturas para Assembleia Geral de Destituição. Que mecanismos legais irá arranjar Rogério Alves para continuar a empurrar com a barriga a marcação desta última?

Os sócios têm a palavra.

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HULK VERDE

Muito interessante o novo quadro de apuramento para as competições europeias, nem sabia dessa nova prova chamada Liga das Conferências (que no fundo é uma Taça UEFA/Liga Europa, num novo formato). A Taça UEFA/Liga Europa, nesse caso, volta a ter um modelo mais semelhante à (extinta) Taça das Taças, e devia retomar esse nome. Quanto ao Sporting, também não estou a ver o que os neo-exigentes andam a sonhar. Plantel cada vez mais debilitado, dirigentes e equipa técnica cada vez mais mais fraquinhos/amadores. Ainda pensei que um título de campeão pingaria por “caridade” nos próximos anos, mas já se percebeu… Ler mais »

Nelson

Varandas e Rogério rua

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