RUGIDO VERDE

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Segunda-feira, Maio 25, 2020

Adios, Adieu Silas! Venha o próximo.

Famalicão 3-1 Sporting

Última paragem para Jorge Silas no Sporting. Quem estivesse distraído nunca imaginaria que hoje haveria um jogo da Liga NOS em que estivesse presente o Sporting Clube de Portugal. As movimentações em torno da substituição do treinador da equipa principal do Sporting colocavam, de forma atípica e irresponsável, este jogo para segundo plano.

O Famalicão, equipa sensação desta época, seria o adversário de hoje. Com ausências de jogadores importantes como Ristovski, Mathieu ou Wendel, Silas seria obrigado a apostar no central Neto, no lateral Rosier e no médio Eduardo. No ataque voltava a ser titular Plata, depois de alguns últimos jogos bastante promissores.

O pesadelo leonino começou bem cedo neste jogo. Logo aos 4 minutos o Famalicão chegava à vantagem na partida. A equipa minhota tentava aproximar-se da baliza de Max e após um cruzamento de Diogo Gonçalves em que a bola bate em Acuña, o esférico sobra para Racic, que de primeira aplica um potente remate para o fundo das redes. Estava feito o primeiro golo para o Famalicão.

Apenas 3 minutos foi o suficiente para o Famalicão chegar ao segundo golo. Numa jogada em que os famalicenses tiveram tempo para tudo, a bola chegou sem grandes dificuldades a Fábio Martins no centro do terreno. O extremo português, vendo Diogo Gonçalves em boa posição do lado direito da grande área, coloca-lhe a bola e o jogador do Famalicão aplica um remate potente “fuzilando” Max e aumentando a contagem para 2-0.

O Sporting deu uma primeira grande resposta aos 16 minutos. Tudo começa numa perda de bola do Famalicão, que dá origem a um contra-ataque do Sporting pelo lado esquerdo. Depois de um primeiro remate falhado por Sporar, a bola continuou a rondar a baliza minhota, chegando finalmente a Vietto que, em posição frontal, permite uma defesa espetacular a Vaná. Na recarga Sporar remata novamente, mas às malhas laterais.

Mesmo com algum crescimento do Sporting no jogo, o Famalicão não abdicava de tentar chegar à baliza leonina. Aos 19 minutos, mais um quase-letal contra-ataque, com (novamente) Diogo Gonçalves a ser lançado por Fábio Martins acabando por fazer um remate cruzado, saindo a bola muito perto do poste esquerdo da baliza de Max.

Depois de algum ascendente dos leões mas sem oportunidades flagrantes, aos 45 minutos, abria-se uma janela de esperança para o Sporting! Após um livre marcado do lado direito do ataque por Marcos Acuña, o uruguaio Sebastian Coates saltou mais alto do que toda a gente na grande área e cabeceou de forma certeira para o golo.

O Sporting conseguiu reduzir a desvantagem mesmo no final da primeira parte e tinha assim 45 minutos para conseguir dar a volta ao resultado adverso. Depois de uma entrada bastante negativa, com dois golos sofridos no inicio da partida, a equipa leonina foi subindo no terreno e acabou por justificar o golo já aos 45 minutos.

A segunda parte começou com um Sporting mais agressivo, mas nem sempre mais eficaz. Foi apenas aos 57 minutos que apareceu a primeira grande chance na segunda metade do encontro. Após um canto marcado por Acuña e cortado pela defesa minhota, a bola sobra novamente para o argentino que opta outra vez pelo cruzamento. No poste mais distante estava à espera da bola Vietto que, em excelente posição, atrapalha-se e falha o remate, deixando o esférico sair pela linha final.

Aos 65 minutos novamente o pior cenário possível para o Sporting. Após um mau passe de Vietto, o Famalicão inicia um contra-ataque muito rápido, apanhando a equipa leonina completamente em contrapé. A bola chega na direita a Diogo Gonçalves que, só com Neto pela frente, retira o central e remata rasteiro fora do alcance de Max. Voltava a ter dois golos de vantagem o Famalicão, quando faltavam apenas 25 minutos para jogar.

Numa partida praticamente definida, aos 89 minutos, tivemos mais uma oportunidade flagrante para o Famalicão. Mais uma vez a equipa minhota aproveitou o jogo em profundidade para lançar os seus jogadores mais rápidos. Desta feita foi Anderson Silva que apareceu completamente isolado em frente a Max, mas o jovem guarda-redes leonino fez uma grande defesa e evitou assim o quarto golo, que já parecia certo.

Mais uma derrota para o Sporting esta época, naquele que foi o 15º desaire esta época, igualando desta forma o recorde negativo de derrotas do Sporting desde a sua fundação. Foi o último jogo de Silas e sinceramente…também não deixa quaisquer saudades.

Análises Individuais:

Maximiano (Nota 5) – Max é claramente dos menos culpados desta situação. Tem feito o que pode, ainda que em todos os jogos esteja a sofrer golos. Hoje foram mais 3, mesmo que tenha feito mais uma grande defesa, aos 89 minutos, evitando a goleada.

Acuña (Nota 5) – Uma exibição que não pode ser considerada positiva. Ainda que tenha feito a assistência para o golo de Coates, foi no espaço de influência de Acuña que surgiram dois dos golos do Famalicão.

Neto (Nota 4) – Não basta falar de forma sentida numa flash, é preciso dar mais, muito mais. Neto fez o que pôde, mas isso é muito pouco. Diogo Gonçalves não teve dificuldades em ultrapassá-lo e marcar o terceiro golo.

Coates (Nota 6) – O melhor jogador e ironicamente o melhor marcador da equipa. Coates deu o que conseguiu e ainda marcou o golo da equipa, num cabeceamento após uma notável impulsão.

Rosier (Nota 4) – 80 minutos em campo e onde esteve mais visível foi após uma atitude reprovável já no banco, depois de ser substituído.

Battaglia (Nota 5) – Deu apenas alguma agressividade a meio campo, mas está longe de ser aquele poço de força que lhe reconhecíamos.

Eduardo (Nota 4) – Esteve em campo?

Jovane Cabral (Nota 6) – Dos mais inconformados da equipa. Teve duas assistências claras para golo, uma para Vietto e outra para Sporar, que foram desperdiçadas.

Gonzalo Plata (Nota 5) – Hoje esteve fraco. Tentou adicionar alguma velocidade e esticar o jogo do Sporting, mas sem sucesso. Esta instabilidade não o ajuda minimamente.

Vietto (Nota 5) – Apareceu bem e podia ter marcado por mais do que uma vez, mas não o fez e isso foi determinante para mais um resultado negativo.

Sporar (Nota 4) – Está a começar a fazer lembrar Luiz Phellype. Está lá muitas vezes para finalizar, mas de resto pouco se vê do avançado. Todos têm que dar mais, muito mais, e Sporar não pode estar numa ilha lá à frente.

Francisco Geraldes (Nota 5) – Entrou aos 75 minutos mas pouca diferença fez.

Rafael Camacho (Nota 5) – 10 minutos em campo e nenhum apontamento de destaque.

Pedro Mendes (Sem avaliação) – O momento em que esteve em destaque foi quando se lesionou no ombro, já nos descontos.

Silas (Nota 4) – É uma pena dar mais uma nota negativa a Silas, no seu último jogo enquanto treinador do Sporting. Foi mais um jogo bastante negativo, em que o Famalicão fez mais e mereceu claramente a vitória. Não vai deixar saudades, embora esteja longe de ser o único culpado desta fase negra do Sporting.

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