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Quarta-feira, Agosto 12, 2020

Di Stéfano treinou o Sporting alguns dias

Antiga glória do Real Madrid que faleceu segunda-feira esteve no comando dos leões em 1974, mas deixou a equipa antes de começar a época.

Decorria o Verão Quente de 1974, também julho, há precisamente 40 anos. Alfredo di Stéfano, Héctor Yazalde e João Rocha verbalizavam um contrato que nunca chegaria ao papel. Mas havia acordo, e fora selado no sul de Espanha.

O melhor jogador de todos os tempos — Eusébio e Maradona são partidários da tese — ia treinar o campeão português em título e semifinalista da Taça das Taças (73/74): o Sporting. Começava um dos menores reinados de um treinador em Alvalade.

“A pré-época realizou-se em Pina Manique, porque o nosso relvado estava em tratamento. Fizemos torneios em Sevilha e Belo Horizonte, mas nenhum correu bem. Di Stéfano queria um bom guarda-redes – tínhamos o Damas – e um avançado – havia o Yazalde… E as coisas degradaram-se”, relembrou, a O JOGO, Tomé. Di Stéfano deixou o Sporting sem contrato nem indemnização e sem começar o campeonato no banco.

Mourinho: “Mitos como Di Stéfano passam de geração em geração”

Treinador do Chelsea diz ter a sensação de que o antigo futebolista “foi um homem muito feliz que fez o que quis e o que gostava de fazer”.

José Mourinho, treinador do Chelsea e ex-técnico do Real Madrid, disse esta terça-feira que “mitos” como Alfredo Di Stéfano, que faleceu na segunda-feira, “passam de geração em geração e nunca morrem”.

“Nunca o vi jogar e, como eu, milhões e milhões da minha geração, mas sabemos perfeitamente o que é, o que foi, como jogava, o que ganhou e o que significava para o futebol mundial e para um clube como o Real Madrid”, afirmou Mourinho, em declarações difundidas pelo portal Yahoo.

José Mourinho, que se cruzou com Alfredo Di Stéfano durante a sua passagem pelo Real Madrid, definiu-o como “um homem que, já com grandes dificuldades físicas pela sua idade, nunca perdia o seu sentido de humor”. “A minha sensação é de que foi um homem muito feliz, que fez o que quis e o que gostava de fazer”, acrescentou o treinador luso.

“Gente como ele e como Eusébio, quando se vão, fico sempre com a sensação de que não partiram”, sublinhou Mourinho, com uma referência ao antigo futebolista português, figura de tipo do futebol luso e principal símbolo do Benfica, que morreu em janeiro.

Presidente honorário do Real Madrid, Di Stéfano, morreu na segunda-feira em Madrid, com 88 anos, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória.

Di Stéfano estava internado desde sábado no hospital Gregorio Marañón, de Madrid, onde deu entrada na sequência de uma paragem cardíaca, depois de já ter sofrido um enfarte em 2013.

Nascido na Argentina a 4 de julho de 1926, Di Stéfano jogou no River Plate e no Huracán, no Millonarios, da Colômbia, e esteve 11 anos ao serviço do Real Madrid, entre 1953 e 1964, antes de terminar a carreira de jogador no Espanyol de Barcelona, em 1966.

Fonte: Jornal O Jogo

Data: 08/07/2014
Local: Jornal O jogo

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