RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Domingo, Fevereiro 28, 2021

Barómetro Audaz XI – Falsos Positivos e Batucadas

A audácia é definida no Dicionário Priberam como um “impulso que leva a realizar atos difíceis ou perigosos”, ou um “comportamento ou atitude que contraria hábitos, costumes ou hierarquias”. Sinónimo de coragem, intrepidez e ousadia na primeira definição, e de atrevimento e insolência na segunda.

Ora, se não é um Sporting assim, audaz, que queremos, o que é que andamos aqui a fazer?


Pese embora (mais) uma exibição desinspirada, o Sporting obteve ontem o resultado mais importante da época, até agora. Não consigo deixar de ressalvar que continuamos a jogar pouco, e que a longo-prazo não há como fugir disso, caso não haja melhorias rapidamente.

Nem vou dedicar linhas à parvoíce que antecedeu o jogo, entre falsos positivos, positivos, negativos e… sei lá! O degredo no futebol português é tanto, que se usa uma pandemia e os afetados por ela (ou não, ainda não entendi) como arma de arremesso.

Mais, ver dirigentes e adeptos de clubes suportados por alicerces de corrupção a pregar falsos moralismos de um ainda mais falso pedestal moral é… risível.

Bem, falando do que interessa, Jovane surgiu do banco para manter, em mim, viva a esperança de ver o Futebol do Sporting vencer qualquer coisa este ano. Continuo cético em relação ao Campeonato, cada vez mais, e vexado pelas eliminações precoces na Liga Europa e Taça de Portugal. A Taça da Liga, embora o troféu menos prestigiado do nosso calendário, continua a ser um troféu e, se bem que quase forçosamente, sendo disputada com os rivais, deve ser encarada com espírito de vitória.

Pois bem, no fim-de-semana teremos a oportunidade de conquistar a terceira Taça da Liga do nosso palmarés, e espero bem que isso aconteça. Vai ser uma semana complicada de digerir para os Andrades por Portugal fora… ou talvez não! Uma coisa gira em relação à Taça da Liga é que nunca conta para nada, a não ser quando estamos por cima. Mas desta vez, o escândalo, a indignação e a choradeira pré-jogo não deixarão os rivais do Norte virar o bico ao prego.

Deixo uma nota positiva (atenção, mesmo positiva, que por aqui não há falsas positividades) ao Jovane, que é um jogador de quem sou crítico muitas vezes. Foi um verdadeiro trunfo na manga, e resolveu um Clássico. Até dizia que não é algo ao alcance de todos, se não me lembrasse do bis de Tiuí naquela Final da Taça de Portugal. Ainda assim, muito bom!

Jovane tem na sua facilidade e espontaneidade de remate, além da sua caraterística diferencial, algo que me parece quase único no plantel do Sporting. Não penso que chegue para ser figura de proa do onze inicial, mas tem claramente capacidade para ser a principal arma a ser lançada do banco. Há muitos jogadores que fazem carreiras competentíssimas e cheias de mérito, sem nunca serem estrelas!

Sem entrar em ilusões, até porque não há razão nenhuma para isso (continuamos a jogar mal), que este fim-de-semana traga mais um troféu para o nosso Museu, que se quer o mais enriquecido possível.

Dias duros para quem gosta de falar em Batuques… Na Final, vai ser a vez de Wang brilhar!

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Flávio Oliveira

O Jovane veio do Grémio Nhagar, uns anos antes do nosso protocolo com o Batuque, nada tem a ver uma coisa com a outra.