RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Quarta-feira, Janeiro 20, 2021

Regresso ao Retiro do Passado

Aquando dos célebres eventos, factuais, factícios ou fictícios (já iremos destrinçar quais) de 15 de Maio de 2018, relativamente ao quotidiano do Sporting Clube de Portugal, pudemos assistir a uma transformação de personalidade do actual dirigente, além da mudança de cargo e funções no Clube.

É certo que já tinha dado alguns sinais de estar a sair da casca, mas quase sempre de forma velada, sub-reptícia. Um deles o afastamento (físico e espiritual) do então Presidente, notório quando este mais precisava dele, no seu papel de médico fisiatra do Clube, ao queixar-se de uma dor de costas no fim de um jogo em Alvalade, repleto de incidências dentro e fora do relvado. Posteriormente foram mesmo publicadas fotografias com Bruno de Carvalho de bruços sobre uma marquesa, o habitat de Varandas, enquanto era assistido.

Durante a invasão à Academia Sporting (factual), que mal ou bem já foi processada e bem ou mal julgada, mas onde tanto ainda ficou por averiguar e desvendar, Frederico Varandas (que era suposto estar no seu expediente clínico, mas foi “convocado” à Academia, por um seu colaborador, e “levado” a desmarcar as suas consultas) mostrou um sorriso (já estafado, captado em vídeo), quando alguém insistiu para que se filmasse uma fivela, usada para agredir algumas das vítimas de agressão física. Esse foi talvez o ponto de viragem, em que definitivamente se emancipou e se transformou num pré-proto-candidato a presidente.

A verdade é que prontamente arregimentou, além do séquito inerente, um pequeno exército predisposto a ultrapassar os limites do razoável, algo que nem se pode estranhar dado os antecedentes recentes. Comparações de todos os tipos, alegorias desconchavadas, metáforas dignas de mentecaptos, piadas secas cheias de bílis, os velhos e novos clichés constantemente papagueados nas redes sociais, nos jornais e nas TêVês. O Mandante, o Terrorista, o Ditador, o Maluco. O futuro recluso. O “insidioso perigo brunista”.

O chinfrim, a algazarra, o alarido que não fizeram quase 24 horas por dia, durante semanas, meses a fio, já lá vão mais de dois anos, em quase todos os canais, alinhados na perseguição a um cidadão por imputações que se provaram não só falsas, como potencialmente criminosas, é algo que marcará indelevelmente todo a consciência colectiva da sociedade portuguesa daqui para a frente.

E os responsáveis por esta vergonha, quase todos ainda se pavoneiam e exibem nos mesmos poisos e poleiros que ocupavam, ou outros que entretanto lhes foram providenciados. São os serviçais do linchamento público de cidadãos inocentes, mais ferozes quanto mais alinhados com quem servem.

No limite, praticamente toda a Main Stream Media portuguesa, nos últimos anos, andou a alardear uma realidade alternativa, baseada em teorias da conspiração de alta sofisticação, e a impingi-la aos portugueses. Afinal, o Cashball era falso e nem foi preciso passar no crivo do Polígrafo (SIC).

Outra curiosidade é que ambos os “processos” tiveram início no mesmo dia, pois o anúncio do Cashball pelo órgão de comunicação social que o acalentou e empolou (até esta semana), “coincidiu” na madrugada do mesmo dia da invasão à Academia, primeiramente registada em vídeo, “coincidentemente”, pelas câmaras do mesmo órgão (a investida em passo de corrida dos invasores e o vídeo do balneário pós-ataque).

Outra consideração a ter em conta é acerca do destino dos dirigentes que recuperaram o Sporting, primeiro com a suspensão, o impedimento de ir a eleições e a expulsão de Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho, além de outras suspensões adicionais de elementos da direcção do ex-presidente, e recentemente com Miguel Albuquerque, que em 2018 escolheu alinhar com a equipa de Frederico Varandas, precisamente na época em que as modalidades de pavilhão do Sporting, no seu conjunto, venceram os respectivos campeonatos e se impuseram, para ser promovido a director geral, agora caído em desgraça e suspenso, também por notícia veiculada pelo tal órgão.

O mesmo órgão que veiculou o pseudo-caso do protocolo com o Batuque, que foi trazido a público pela própria direcção na pessoa do seu presidente, suportado por elementos do conselho directivo, numa conferência de imprensa convocada para o propósito.

O mesmo órgão que deu destaque à manifestação promovida por Henrique Monteiro e Daniel Oliveira, entre outros, exigindo a demissão de Bruno de Carvalho, mas que relativizou outras mais recentes, muito mais numerosas e representativas, que demandam a demissão de Frederico Varandas.

Estamos pois, como é cada vez mais evidente, perante uma distorção crítica dos fenómenos, que terá repercussões no modo como as pessoas irão percepcionar e valorizar os conteúdos que os órgãos de comunicação social ditos informativos emitem e publicam, de acordo com as suas linhas editoriais.

Se estes, em conjunto, já baixaram tanto a bitola na hora de separar o trigo do joio, ou seja, a informação válida da propaganda e da desinformação, então é sinal que os limites da razoabilidade já foram ultrapassados, e o benefício da dúvida inutilizado, tendo o público todos os motivos para não mais ser levado.

Afinal, Bruno de Carvalho foi a julgamento por um acontecimento factual cuja responsabilidade máxima lhe foi imputada (invasão à Academia), com acusações de autoria moral de actos terroristas à mistura, saindo ilibado de todas elas; e pelo acontecimento factício denominado “Cashball”, nem sequer irá a julgamento, visto não haver qualquer substância probatória, nem sequer indícios, de qualquer crime por si praticado ou pelo Sporting Clube de Portugal, apenas o diz que disse propagado por um órgão de comunicação social e replicado e ampliado a reboque nos demais canais nacionais (agenda comum).

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3 Comentários
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Teresa Galamba

Só não vê quem não quer. Estou a falar da maior golpada do século XXI

luis v custodio

Grande artigo Hulk verde, que com toda a certeza vai abrir mais umas mentes que teimam em nao ver o golpe !! Parabens .