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Sexta-feira, Agosto 07, 2020

A derrota que o Sporting nunca queria que acontecesse

FC Porto 2-0 Sporting

Dia de clássico e dia também do maior desafio para Rúben Amorim até ao momento. O jogo com o F.C. Porto teria um grau de dificuldade máximo, não apenas por ser contra um rival, mas por ser o “jogo do titulo” em que à equipa da casa bastava empatar para conquistar o campeonato.

Para este jogo o treinador leonino apostava na habitual estrutura com três centrais e dois alas, com destaque para a introdução de Borja em detrimento do “castigado” Acuña no eixo da defesa. Também no meio campo Matheus Nunes voltaria a ter uma grande oportunidade, substituindo Doumbia, que voltou a não convencer no jogo anterior. No ataque tudo na mesma, com a aposta nos extremos explosivos como Jovane e Plata, no apoio ao ponta-de-lança Sporar.

Jogo muito intenso e equilibrado nos primeiros minutos. Qualquer uma das equipas procurava o golo e a verdade é que até chegou a haver um golo para cada lado antes do quarto de hora…ambos anulados.

Contudo, foi preciso esperar pelo minuto 24 para vermos uma grande oportunidade, neste caso para o Porto. Na sequência de um pontapé-de-canto, a bola é cortada e chega a Fábio Vieira fora da área. O médio portista de imediato lança a bola novamente para a área conseguindo descobrir Luiz Diaz. O colombiano faz a receção de bola e remata fora do alcance de Max, mas o capitão leonino Coates consegue ainda fazer um corte decisivo, evitando um golo que já parecia encaminhado!

O Sporting teve uma boa oportunidade aos 33 minutos. Também a partir de um canto marcado por Gonzalo Plata, Jovane Cabral conseguiu “fugir” à marcação de Manafá, ganhando uma ótima posição mas cabeceando ligeiramente por cima da baliza de Marchesin. Muito perigo nesta bola parada leonina.

Até ao final da primeira parte, nota para algumas iniciativas de parte a parte mas sem assistirmos a oportunidades flagrantes. O primeiro tempo terminava como começou, o que servia mais o FC Porto que com este resultado chegaria ao título.

A segunda parte começou adormecida. Nenhuma das equipas queria arriscar muito. Foi preciso chegar ao minuto 63 para vermos novamente uma oportunidade. E que oportunidade. Após receber a bola em zona frontal, ainda fora da área, Fábio Vieira faz um remate surpreendente de pé esquerdo, com a bola a embater com estrondo na barra da baliza de Max.

Logo a seguir…o golo do Porto. Mais uma vez a partir de um canto, Danilo Pereira aparece solto de marcação ao primeiro poste e remata de cabeça de forma certeira batendo Max, que não tem qualquer hipótese.

O jogo a partir daqui voltou à toada morna. O Sporting a espaços tentava reagir mas sem grande sucesso.

Aos 91 minutos o segundo golo do Porto. Quando no Sporting já faltava alguma organização defensiva, a equipa portuense aproveitou para “matar” o jogo. Grande desmarcação de Otávio para Marega, que ganhou a posição a Coates e picou por cima de Max com a bola a ultrapassar a linha de golo.

Terminava o jogo com a 16ª derrota do Sporting esta época, o que determinava um recorde histórico negativo no clube. Nota também para a primeira derrota de Rúben Amorim enquanto treinador. Um dia para esquecer.

Análises individuais:

Maximiano (Nota 5) – Não teve qualquer culpa direta na derrota, mas a verdade é que sofre dois golos. Ainda fez mais algumas defesas que ajudaram o Sporting a discutir o jogo quase até ao final do jogo.

Borja (Nota 5) – Esteve certinho durante grande parte do jogo, no entanto, acaba por ter uma contribuição negativa ao colocar em jogo Marega no lance do segundo golo do Porto.

Coates (Nota 5) – O nosso capitão esteve seguro durante todo o jogo e fez um corte decisivo salvando um golo quase certo na primeira parte. A exceção foi no lance do segundo golo em que não consegue acompanhar Marega e permite ao maliano dilatar o resultado

Eduardo Quaresma (Nota 6) – Ninguém lhe dá 18 anos. Bastante seguro e com uma maturidade acima da média. Não se amedrontou com os avançados do Porto, bastante mais experientes. Saiu aos 79 minutos.

Ristovski (Nota 5) – Esteve sempre bastante condicionado com as incursões de Luis Diaz e Otávio. Tentou subir no terreno a espaços mas sem grande sucesso.

Nuno Mendes (Nota 6) – Bom jogo, provavelmente foi o melhor da equipa em campo. Muito seguro a defender e a atacar.

Matheus Nunes (Nota 6) – Apareceu mais leve e desprendido, com diversas iniciativas individuais a meio campo. Se é capaz de jogar assim no dragão também é capaz de fazê-lo com outros adversários.

Wendel (Nota 5) – Não esteve ao seu nível. Faltou a ligação de jogo entre defesa e ataque que tão bem sabe fazer.

Jovane Cabral (Nota 5) – Não esteve nos seus dias. Ainda tentou arriscar por várias vezes e teve na cabeça a melhor oportunidade do Sporting na primeira parte, mas saiu por cima.

Gonzalo Plata (Nota 5) – Saiu aos 53 minutos depois de uma partida pouco conseguida. Tem qualidade técnica e velocidade mas ainda tem que crescer muito.

Sporar (Nota 5) – Muito sozinho. Ainda teve algumas iniciativas na primeira parte mas depois eclipsou-se. Parece ter algumas culpas no primeiro golo de Danilo, pois era o homem mais próximo do médio portista.

Francisco Geraldes (Nota 5) – Foi o primeiro a entrar aos 53 minutos mas teve muito poucas ações no jogo.

Rafael Camacho (Nota 5) – Entrou aos 73 minutos mas não acrescentou nada ao corredor direito.

Tiago Tomás (Nota 5) – Jogou pouco mais de 10 minutos. Sem nada a referir.

Joelson (Nota 6) – Com pouco tempo foi o único que abanou o ataque do Sporting. Algumas iniciativas individuais perto da área, foi do melhor que conseguimos ver na segunda parte leonina.

Rúben Amorim (Nota 4) – O Sporting até entrou com vontade de discutir o jogo, mas o que se notou é que há medida que os minutos iam passando o Porto começou a ganhar ascendente e a criar mais oportunidades. O treinador do Sporting teve nesta partida a primeira derrota enquanto técnico, mas acima de tudo, sai com algumas dores de cabeça para o futuro. Há ainda muito para fazer.

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