RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Quarta-feira, Fevereiro 24, 2021

Neste dia… em 1948, bis de Jesus Correia na vitória por 3-0 sobre o V. Guimarães

O Sporting lutou contra uma equipa na defensiva mas acabou por vencer folgadamente sem fazer exibição brilhante

O Sporting marcou um golo, o primeiro aos dezasseis minutos da primeira parte. Depois, teve de esperar cerca de três quartos de hora para poder confirmar o seu triunfo e ficar tranquilo.
Num ápice fez então então duas bolas. O intervalo que as separou foi apenas de dois minutos.
– Ganharam bem os «leões». Indiscutivelmente. Mas a sua exibição não esteve à altura das reais possibilidades do «team».

Pareceu-nos que os jogadores acusaram certa fadiga, aliás, absolutamente compreensível! Porque tudo tem um limite. E um «onze» bem preparado como incontestavelmente é o do Sporting também se cansa… Ora ultimamente o Sporting teve de disputar no espaço de uma semana três desafios qual deles mais «puxado»: Norrkoeping, F.C. Porto e A. I. K.

Em contrapartida, os vimaranenses, mais frescos e numa determinação visível de só destruírem, puderam aplicar-se numa toada de defesa cerrada, homem a homem em todos os sectores preocupando-se apenas com isto: a gente não joga, mas «vocês» também não!

Esta foi a fisionomia da partida do princípio a final e com uma leve excepção à entrada da segunda parte. O Vitória de Guimarães teve, então, dez minutos de jogo de ataque, orientado em regra por Rebelo, e o empate chegou a estar à vista num remate de cabeça do mesmo jogador. O Sporting, porém, voltou a deter as «rédeas», do comando, a assediar as redes de Machado, em constante acção, a aparecer com frequência em posição de marcar. Mas deparando sempre com a mesma firme determinação dos visitantes aqui e além excessivos na sua tarefa destrutiva… A relativa lentidão dos «leões» favoreceu os vitorianos nessa sua tarefa.

Jesus Correia foi o autor de dois tentos. Para o desenvolvimento do jogo a sua colocação a avançado-centro não se fez sentir. Mas Peyroteo, presente, teria sido mais um obstáculo criado aos visitantes, até porque não obrigaria à inutilização de Armando Ferreira que nestes jogos, contra adversários que entram vigorosamente, não dá o mesmo rendimento dos desafios brandos…

Dos elementos do Vitória de Guimarães devem salientar-se Machado que fez muito boas, defesas e Curado, que na defesa central fez uma exibição em cheio, plena de energia, de vigor e de correcção, a contrastar com os companheiros do lado. No resto do «team» só Rebelo teve vislumbres de jogo de ataque. Dentro do pano destrutivo adoptado pelo grupo todos estiveram cumpridores.

No Sporting, além de mais lento que de costume, até alheados alguns elementos, a fraca exibição de Mateus voltou a influir no rendimento do «team». Depois de um grande jogo contra o Norrkoeping, Mateus tem baixado e essa baixa reflecte-se no trabalho global da equipa. A defesa, sem Barrosa e Marques, substituídos por Ismael e Moreira, também não era de dar confiança…

Fonte: Diário de Lisboa

Sob a arbitragem de Augusto Pacheco (Aveiro), o Sporting alinhou com:

João Azevedo; Moreira, Juvenal, Carlos Canário, Ismael Borges, Mateus, Armando Ferreira, Vasques, Jesus Correia, Travassos e Albano.

Golos: Jesus Correia 20′ e 74′ e Albano 73′ (Sporting)

Data: 12/12/1948
Local: Estádio do Lumiar (José Alvalade)
Evento: Sporting (3-0) V. Guimarães, CN - 13ª Jornada

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