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Segunda-feira, Maio 25, 2020

Jordão, um regresso que se saúda

Rui Manuel Trindade Jordão, profissional de futebol, goleador por excelência, “inimigo público n.º 1” dos guarda-redes. Está aí outra vez, em toda a sua plenitude, na posse de todos(?) os seus recursos.

Centro-avançado de características invulgares, não um jogador pesado e “peitudo”, mas rápido, intuitivo, quase felino, Jordão fazia muita falta ao futebol português, ao Sporting, à selecção.

Habituado à dureza do futebol espanhol, tradicionalmente mais “físico” que o nosso, Jordão encontrou a violência em… Portugal, fracturando a perna por duas vezes. Infelicidade extraordinária, talvez infelicidade… a mais. Mas, “águas passadas não movem moinhos”.

Jordão reencontrou o Estádio, o adversário, o público, a bola, as balizas. Jordão voltou, ainda não na posse de todos os seus recursos, mas voltou. Reconheceu-se a si próprio, marcando todos os três golos com que o Sporting venceu o Beira Mar.

O regresso do jogador à equipa “leonina” verificou-se em 5 de Março de 1978, frente ao Beira-Mar, em Alvalade. Os lisboetas venceram por 3-0 e Jordão fez os três golos, depois de uma exibição em que demonstrou, uma vez mais, as suas excelsas qualidades de jogador e de rematador. E com o seu regresso, Pavic viu transformar-se o futebol do Sporting, a sua produtividade e aumentarem as suas esperanças num fim de época positivo. O cimentar da posição alcançada e as possibilidades de nova vitória na “Taça de Portugal”, depois do excelente triunfo alcançado em Guimarães frente ao Vitória local.

Apenas com um jogo (mas que jogo!), em quase seis meses, Jordão foi logo convocado para o treino da selecção nacional, uma atitude do seleccionador Mário Wilson que por si só explica tudo quanto queiramos aqui dizer: “Jordão é imprescindível, é fundamental.”

Que desta vez o regresso seja efectivo e que o azar deixe de perseguir o extraordinário jogador. Que a imagem de Jordão (e de tantos outros…) com a perna engessada, deixe, uma vez por todas, de ser vista e lamentada em Portugal.

Jordão, daqui saudamos o seu regresso, esperando que desta vez ele seja efectivo e perene.

Fonte: Revista «Golo»

Data: 14/03/1979
Local: Revista Golo
Evento: Artigo

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