RUGIDO VERDE

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Terça-feira, Junho 22, 2021

A Superliga da Vergonha

Assiste-se a um momento de definição do futebol europeu que potencialmente redefinirá por completo a modalidade como hoje a conhecemos.

Não deixa de ser mais um passo, apenas isso, rumo a uma matriz de negócio pelo negócio, de angariação de receitas para suporte de gastos megalómanos onde se acentuam as diferenças ente os poderosos e os menos poderosos, os ricos e os menos ricos, sem qualquer salvaguarda de princípios desportivos de mérito e de respeito pelos adeptos.
O que interessa para estes senhores são os consumidores, os clientes, as audiências, os patrocínios, e as fontes de financiamento, não os sócios e os fãs.

Não é um paradigma com origem na Superliga. O negócio já tomou conta do futebol há muito tempo. Clubes históricos nas mãos de investidores, os moldes das competições são delineados já para proteger os mais fortes, os salários são absolutamente faraónicos, os milhões pagos a agentes que não acrescentam qualquer mais valia à actividade são aviltantes. 

Não é portanto um problema de agora. Não sendo, esta Superliga será uma das machadadas finais no que resta do futebol como ainda o conhecemos que AINDA tem na sua essência raízes históricas, culturais e emocionais fortíssimas.
Futebol não é só paixão pelo jogo. É amor pelos clubes, é o sentimento de pertença, o sonho de ser grande, é uma luta pela superação, é luta, é garra, é suor e são lágrimas. Ou ainda é, por descaracterizado que esteja e está.

Esta Superliga deveria servir, não como bluff ( que no fundo, penso ser o que está em causa) para açambarcar mais receitas para alguns “eleitos” de forma a pagar os desvarios de gestões irresponsáveis e/ou para a política de canibalização relativamente aos mais fracos e sim para a generalidade do mundo do futebol colocar um travão ao enriquecimento dos parasitas, à irresponsabilidade, ao despesismo e a quem trata e gere clubes centenários como brinquedos de luxo ou meios de lavagem de dinheiro. 

Acho também extraordinário que estes poderosos se queixem da Pandemia e das consequentes perdas de receitas. 
Até a doença Covid 19 lhes dá lições de igualdade e democracia. 

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