RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Quarta-feira, Fevereiro 24, 2021

Um Chega de Varandas

Caros Sportinguistas com coluna vertebral, assim como para os restantes, apesar de pouco me conhecerem e depois de alguns artigos escritos, acho que já perceberam qual a minha posição acerca da destruição que fizeram ao meu grande amor Sporting, jamais esquecerei e passarei sempre esta triste história ao meu filho, para ele não se esquecer que a maior potência desportiva nacional e mundial não é feita desta estirpe de derrotados, mas sim de homens com cultura vencedora.

Aqueles que me conhecem melhor, neste caso pessoalmente, sabem que eu sou uma pessoa sociável, paciente, combatente, de convicções e algo crítico com a sociedade que temos nos dias de hoje e de alguns traços negativos que carregamos da nossa cultura portuguesa. Ao mesmo tempo consigo ter um orgulho enorme pela nossa história, pelos nossos feitos de outrora, pelo quanto Portugal poderia ser um lugar bem melhor, porque Portugal é de facto um país lindo, o problema são mesmo as pessoas.

Não gosto de misturar política com futebol, não gosto mesmo, pois quando estes dois pontos se fundem começa logo a bagunça e só se vê porcos a chafurdar no lamaçal, mas o que é certo é que tudo na vida é política, quer queiramos quer não. Não é por nada que a era croquette só trouxe gente desonesta, onde primeiro está o politicamente correcto e só depois, muito depois o clube.

Escolhi o nick de Leão Comuna para o projecto do Rugido Verde como poderia ter escolhido outro qualquer, mas pronto, poderia ter sido outro é verdade, mas este efectivamente é dos que mais sentido faz, é aquilo que eu sou e quem está mal muda-se.

Não vivo fechado numa caixa, nem numa cegueira ideológica sem limites e sei reconhecer que nenhum sistema é perfeito, pois todos cometeram os seus erros, talvez fruto de egos, certamente dos interesses e outros obviamente pela sede do poder.

No meio disto, a democracia como a conhecemos não foge à regra, ela está doente e está a saque, cheia de lacunas e falhas. Os grilos, esses, esses continuam a cantar, enquanto o povo continua a dormir.

No Sporting Clube de Portugal acontece precisamente a mesma situação, o clube está numa situação financeira perigosa e a caminho do abismo, mas como estamos em primeiro lugar, os grilos cantam da mesma forma e os que engordam à custa do clube agradecem.

Mas antes de avançar para aquilo que me trouxe novamente a escrever, quero contar uma pequena história, que me faz pensar e reflectir como o mundo é realmente um lugar estranho para se viver.

Certa noite e ainda muito longe dos COVID´s, na movimentada zona da Praça do Peixe em Aveiro, acompanhado de alguns amigos e conhecidos num pequeno bar repleto de gente, estava eu com um copo na mão meio cheio e eu meio sóbrio, uma das pessoas que me acompanhavam que é sportinguista questiona-me o que é que eu achava da situação de Bruno de Carvalho ser julgado e indiciado como autor moral do ataque a Alcochete.

No meio daquele pequeno espaço, inundado de fumo de tabaco e de muita confusão, argumentei com factos e algumas evidências e eis que depois disso, surpreendentemente é-me feito uma pergunta: “És comunista não és?”

Fiquei à toa, respondi positivamente ainda que meio baralhado e subitamente ri-me.

Pensei para os meus botões o que é que uma coisa tem a ver com a outra, mas nunca cheguei a perceber que contas de somar é que essa pessoa fez à cabeça para chegar a tal conclusão. Uma coisa não tem nada a ver com a outra digo eu, mas lá está, se defender a verdade, a justiça e o homem BdC faz de mim ainda mais comuna, siga a marinha!

E atenção, cheguei a ter conversas sobre o tema num círculo mais restrito de pessoas que têm a mesma linha de pensamento ideológico, pessoas que eu considero bastante inteligentes e atentas ao país e ao mundo, a dizerem-me que sou louco, que BdC é da extrema-direita, «que só não vê quem quer», o ditador.

E fico com uma sensação, não só a sensação, fico com a certeza de que a Comunicação Social, esse instrumento que hoje se encontra ao serviço do capitalismo funcionou e funcionou bem, ao ponto de inclusive conseguirem toldar a opinião dos mais atentos.

Nada é por acaso.

Indo para aquilo que interessa e sobre o momento actual do nosso clube, o que me apraz dizer é que o actual presidente tem inúmeras semelhanças na sua forma de estar e de gerir as situações como se um ditador se tratasse.

Está na “moda” o CHEGA de André Ventura e Varandas do meu ponto de vista, parece ser um bom aluno desta escola, aliás, os dois fariam um par perfeito.

O seu egoísmo, o egocentrismo, a sobranceria, a vaidade e as suas posturas trapaceiras e refinada filha da putice são deveras similares.

Por exemplo, Varandas impulsionou e surgiu de um autêntico golpe de estado no Sporting, algo que Ventura apela de peito feito, nomeadamente na sua vontade em realizar uma «revolução de uma maioria de bem». Onde é que já ouvimos esta expressão de «gente de bem»?!

Varandas tem nas suas costas e como seguranças privados os interesses instalados e de gente que gravita na esfera do clube há décadas, quer ao nível político quer ao judicial, onde os únicos beneficiados são eles mesmos ou quem os suporta (empresários e estrutura directiva), desafiando e desrespeitando os sócios que demonstram oposição nas AG´s, esses sim os verdadeiros donos do clube.

Já Ventura tem do seu lado a catapulta-lo os donos disto tudo, isto é, o capitalismo. Esse poder está ansioso e sedento por alterar completamente o panorama social como o conhecemos, com objectivos muito bem traçados e definidos para uma retirada de direitos e liberdades sem precedentes. Principais beneficiados? Meia dúzia de poderosos e ele mesmo, claro está…

Varandas e sua corja, criaram o exército do nojo para tentar abafar as críticas tendo como foco as redes sociais.

Ventura, já prometeu que se algum dia chegar ao tacho, irá acabar com aquilo que ele chama de bandalheira nas redes sociais. É só imaginar o que virá a seguir ou há dúvidas?

Varandas tem como modus operandi, marginalizar uma parte dos sócios e adeptos que não estão de acordo com o rumo que o clube está a tomar, a tal oposição. Ele chama-os de escumalha num recurso ao discurso populista, mentiroso e bacoco. Ventura utiliza precisamente a mesmíssima ferramenta ao atacar e ao tentar segregar uma parte da população portuguesa ao considerar que os mesmos são o cancro da nossa sociedade e os únicos responsáveis pelo estado do país.

Varandas e companhia têm aproveitado nestes tempos difíceis de pandemia para destruir o clube e fazer aquilo que lhe apetece, como o Ventura tem aproveitado para cavalgar em mentiras para aparecer como D. Sebastião no meio do nevoeiro e salvar toda uma nação, sabe-se lá do quê.

Estas duas personas non gratas da nossa praça têm muito mais em comum do que aquilo que muitos julgam. Os dois, num dia dizem uma coisa, noutro dia dizem outra coisa qualquer, são charlatões, é conforme o vento, a chatice é que quem está contra o vento tem de levar com o cheiro da merda que eles debitam, mas nada como utilizar uma bela de uma máscara, coisa que temos de bom por estes dias.

No fundo estes dois seres nojentos tocam-se e os seus únicos interesses são os seus próprios interesses.

Existem muitos mais exemplos que poderia utilizar, mas penso que estes são os mais marcantes e para falar a verdade também sou um pouco esquecido, mas provavelmente os leitores terão melhor memória do que eu e muitos mais exemplos existirão para dar.

Convém relembrar que o Sporting é muito mais que isto, o resto estará sempre dependente das acções e decisões de sócios e adeptos.

Quero apenas deixar uma palavra de apreço e solidariedade pelos trabalhadores do clube que ficaram sem emprego. Uma vez mais, fica a prova de que há um rapazinho lá para os lados de Alvalade, que se está a cagar para a vida dos “outros”, das suas famílias e que sem dó nem piedade os mete no desemprego numa fase destas.

É o único clube dos três grandes a tomar uma decisão destas, inaceitável…

E que tal baixares o teu ordenado principesco sua besta???

Para finalizar, o Sporting mais do que outro clube em Portugal, talvez na Europa e no Mundo, vive numa clara e evidente luta de classes de que não há memória.

Ricos contra pobres, notáveis contra sócio comum, CD contra claques, PMAG contra associados, Sportinguistas contra croquettes, Sportinguistas de primeira vs Sportinguistas de segunda.

Já se dizia na série dos Imortais na década de 80: “There can be only one”, lembram-se?

Pois é! No fim apenas poderá ganhar um, veremos é se o clube sobrevive a isto.

P.S: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, ou não…

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1 Comentário
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Horácio

Parabéns pelo texto e pela coragem, estou totalmente de acordo