RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Domingo, Setembro 20, 2020

Recorda, Sporting

Recorda, Sporting, de que és um clube centenário, histórico e de base popular.

Recorda, Sporting, de que sob o teu lema, “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting”, conquistamos o respeito dos nossos adversários.

Recorda, Sporting, de que o clube é dos sócios. E sempre será.

Recorda, Sporting, de que nada mais há de importante do que servir o Clube.

Recorda, Sporting, aqueles que se servem do Clube.

Recorda, Sporting, aqueles que o serviram e que, por ingratidão, foram abandonados.

Recorda, Sporting, a importância do ecletismo.

Recorda, Sporting, que a tua grandeza é inquestionável, exceptuando nos períodos onde quem te representa envergonha todos os Sportinguistas.

Recorda, Sporting, que aqueles que falam em teu nome, como se de uma coutada se tratasse, não te servem, servem-se.

Recorda, Sporting, de que trazeres para o teu interior gente sem carácter, mesmo que fiquemos perto de ganhar, não é solução, é metástase.

Recorda, Sporting, que não há grandeza sem memória. 

Caros Sportinguistas, vivemos momentos de agrura no seio da nossa família e que levaram muitos de nós a entorpecer, a ficar cabisbaixos a adormecer.

É importante, vital e urgente acordar o Sporting, estamos de acordo. Tão ou mais importante do que acordar é saber para quê, para que realidade?

Todos sabemos de histórias cujo paciente (sim, o Sporting está doente) ao acordar, não se recorda de nada daquilo que o conduziu ao sono profundo (coma?). 

A importância da memória é fundamental para qualquer sociedade, clube ou cidadão, e, no nosso Clube, desde a Presidência de Varandas, a memória tem sido mais vezes revista do que nos governos autoritários da literatura de Orwell.

É para isto que deve convergir a nossa acção, acordar, sim, mas recordar a cada momento quem, como, onde e, principalmente, porquê, nos trouxe até aqui.

É importante não atribuir valor, nesta fase, à construção de realidades e narrativas como a do i-voting (que se derruba numa simples AG) em detrimento da análise fria e racional da gestão errática, catastrófica e que a todos envergonha da direcção de Varandas.

Este é o combate que temos de aceitar porque, por cada dia que passa, se não fizermos por isso, o Clube fica cada vez mais longe do lugar que é seu, garantido pelas glórias do passado, bem como, pela pena dos do costume, se teima em querer afastá-lo dos sócios.

Os dirigentes actuais do Sporting Clube de Portugal, correm para fazer algo único e moderno (adoram a palavra modernidade) que, se não for contido a tempo, inaugura algo de único em Alvalade: não são os sócios que se afastam do Clube, será o Clube a afastar-se dos sócios.

Como é bom recordar, (a virtude da memória é esta) o Clube é dos sócios e, pela luta, pela memória e pelo acordar, continuará a ser.

A única forma que estes senhores arranjaram para se eternizarem é afastar o Clube dos sócios, mas vendem a sua ideia com o propósito contrário, o da proximidade.

Saibamos estar atentos, vigilantes, mas, acima de tudo, exijamos responsabilidade. Somos os donos do Clube, queremos rigor, exigência e responsabilidades.

Como disse um dia o Presidente Bruno de Carvalho “se não for para ganhar, então não estão cá a fazer nada”.

Está na hora de acordar. Acorda, Sporting.

Está na hora de recordar. Recorda, Sporting.

Saudações Leoninas.

Viva o Sporting Clube de Portugal.

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