RUGIDO VERDE

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Sexta-feira, Agosto 07, 2020

Não foi o regresso que imaginámos!

Vitória SC 2 – 2 Sporting

Depois de uma pausa forçada de quase três meses devido à Pandemia do COVID-19, o Sporting regressava para terminar a Liga NOS frente a um adversário perigoso e que ainda acalentava aspirações a um lugar europeu.

Rúben Amorim, no seu segundo jogo ao serviço do Sporting, trazia algumas novidades bastante interessantes. Eduardo Quaresma e Matheus Nunes foram lançados pela primeira vez. O primeiro fazia “companhia” a Coates e Mathieu no sistema de três centrais. Já o brasileiro Matheus Nunes assumia o lugar no meio campo ao lado de Battaglia. Os homens mais adiantados do Sporting nesta partida seriam Vietto, Jovane Cabral e, claro, Sporar no centro do ataque.

Sinal mais para o Vitória nos primeiros minutos. Incutindo maior pressão, chegou algumas vezes com perigo à baliza do Sporting. Logo aos 6 minutos um aviso através de Marcus Edwards, que descaído do lado direito do ataque, rematou cruzado com o pé esquerdo com a bola a ser interceptada e a sair pela linha final.

Aos 17 minutos cai do céu o primeiro golo do Sporting! Tudo começa com uma bola lançada em profundidade por Acuña tentando encontrar Sporar. Douglas, à entrada da área, intercepta a bola mas deixa-a à mercê do avançado esloveno que só teve de encostar. Enorme erro do guarda-redes!

O Sporting subiu bastante de rendimento depois de chegar à vantagem, mas foi o Vitória que chegou ao empate em mais um erro de um guarda-redes, desta vez de Max. Passe deficiente do guardião leonino que coloca a bola a Joseph Amoah que de pronto oferece o golo a João Teixeira. Estava feita a igualdade neste encontro.

O Sporting não se amedrontou com o golo da equipa da casa e foi de imediato à procura novamente da vantagem. Grandes oportunidades aos 37 e aos 39 minutos, com Jovane Cabral e Vietto como protagonistas. Na primeira jogada o extremo caboverdiano consegue tirar dois adversários do caminho junto à linha de fundo e serviu Vietto que rematou para fora. Logo de seguida Jovane arranca no centro do terreno e assiste novamente o avançado argentino que em boa posição atira novamente ao lado.

Terminava a primeira parte com um empate a um golo, numa partida em que os guarda-redes foram os principais protagonistas pela negativa. Dois erros com os pés permitiram a Sporar e a João Teixeira fazer os golos.

A segunda parte iniciou da melhor forma para o Sporting. Aos 53 minutos mais um passe excelente de Jovane Cabral a rasgar completamente a defesa leonina e a desmarcar de forma perfeita Sporar. Isolado, o avançado ultrapassa Douglas e atira para o fundo das redes. Ainda houve algumas duvidas no posicionamento do ponta-de-lança leonino mas o VAR validou e bem o segundo golo do Sporting.

O Vitória não desistia e chegava sempre com muito perigo, especialmente pelas laterais. Foi, no entanto, numa jogada de insistência que chegou novamente ao empate. Após algumas tentativas de penetrar na área leonina, Davidson remata forte contra o corpo de Battaglia, ressaltando a bola para Edwards que em frente a Max não perdoa e empata o jogo novamente.

Aos 76 minutos um importante contratempo para a equipa de Guimarães. Joseph Amoah derrubou Jovane e o árbitro Carlos Xistra mostrou o segundo amarelo reduzindo a equipa minhota a 10 elementos. Ainda assim, o Vitória mostrou sempre ser uma equipa muito perigosa e bem preparada fisicamente tendo em conta a longa paragem.

Aos 84 minutos uma grande oportunidade para o Sporting. Grande cruzamento de Camacho do lado direito com a bola a sair teleguiada para Jovane Cabral, que não consegue dar a melhor sequência de cabeça. Boa defesa de Douglas!

Aos 88 minutos o “ala” Rafael Camacho protagoniza uma jogada individual vistosa. Solto do lado direito do ataque, o jovem jogador formado no Sporting passa por três jogadores e remata cruzado, com a bola a sair bem perto do poste da baliza vimaranense.

Termina o jogo com um empate, não satisfazendo a equipa do Sporting que tinha de ganhar para pressionar o Braga que se situa no terceiro posto da tabela.

Análises Individuais:

Maximiano (Nota 3) – Mau jogo de Max. Teve responsabilidades diretas no primeiro golo ao dar de bandeja o golo ao Vitória.

Mathieu (Nota 6) – Como sempre, um dos melhores elementos da equipa. Jogou frequentemente subido porque é claramente o melhor jogador na primeira fase de construção.

Coates (Nota 6) – Bem nas suas tarefas defensivas. Não foi pelo eixo da defesa que o Vitória criou mais dificuldades.

Eduardo Quaresma (Nota 6) – Quaresma estreou-se a titular no Sporting ao lado dos veteranos Coates e Mathieu. Fez um bom jogo e alguns cortes que impediram ataques rápidos do adversário.

Acuña (Nota 5) – Não se viu muito aquele Acuña raçudo do costume. Um passe em profundidade seu deu origem ao primeiro golo do Sporting.

Camacho (Nota 6) – Jogo de altos e baixos. O Vitória atacou imenso pela sua ala também devido à inexperiência de Camacho nesta posição. Esteve, no entanto, em duas situações de grande perigo no ataque durante a segunda parte.

Battaglia (Nota 5) – Não fez um bom jogo. O Sporting perdeu muitas segundas bolas a meio campo. Ainda está longe do Battaglia da primeira época que chegou a Alvalade.

Matheus Nunes (Nota 5) – Outra estreia na equipa do Sporting mas não esteve tão bem como Quaresma. Pouco ativo a meio campo.

Jovane Cabral (Nota 7) – Provavelmente, a par de Sporar, o jogador em maior evidência hoje. Esteve com a corda toda e foram várias as jogadas em que serviu companheiros, como o passe para o segundo golo de Sporar. Esteve até perto de marcar mas cabeceou à figura de Douglas.

Vietto (Nota 6) – Teve até algumas oportunidades mas não conseguiu concretizar. É um jogador que precisa de minutos para crescer.

Sporar (Nota 8) – Fez dois golos e foi uma das figuras do encontro. Tem faro de golo e isso é muito importante nesta altura.

Doumbia (Nota 5) – Pouco em jogo.

Gonzalo Plata (Nota 5) – Não fez a diferença no encontro.

Rúben Amorim (Nota 5) – Vimos um Sporting verdadeiramente confiante depois do primeiro golo, no entanto, as fragilidades nas alas defensivas notaram-se bastante, permitindo ao Vitória criar muitas ocasiões perigosas.
3 meses de trabalho já deveriam mostrar mais.

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