RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Quinta-feira, Maio 28, 2020

O Senhor das Fivelas

Parte 1 – A Irmandade da Fivela

O início desta narrativa inicia-se algures no início de 2018, embora a irmandade já venha mais de trás. Eu diria mesmo muito mais de trás. Anos. Na realidade décadas. Apenas andou adormecida, a conjeturar na sombra. Reunindo tropas em segredo nas costas dos sportinguistas iludidos, que achavam que eles já tinham passado à história.

É uma irmandade pouco secreta, que se escondeu na toca em 2013 para voltar fortalecida em 2018. Vários cavalos de troia foram dados a conhecer ao mundo por esta irmandade. Frederico Varandas, Jaime Marta Soares, Henrique Monteiro, Vitor Espadinha, são apenas alguns exemplos. E claro, o intemporal Rogério Alves. Um dos seus líderes absolutos.

E não esquecer claro o contratado por empréstimo Jorge Jesus. Eu não sei que clausulas tinha no seu contrato de empréstimo o Judas da Amadora. Mas desempenhou papel central na luta da irmandade. E com a total conivência da sua verdadeira irmandade: a da Toupeira.

Já muito foi relatado e escrito aqui no Rugido Verde sobre todos os acontecimentos lamentáveis de 2018 que levaram o nosso clube a regressar a um passado escabroso do qual não tínhamos saudades e pensávamos já estar morto e enterrado.

Os acontecimentos recentes provaram-nos que esse sentimento não passava duma mera ilusão e que cada vez mais temos de estar vigilantes nesta luta sem tréguas que levamos a cabo pela recuperação e reconstrução do nosso grande Sporting Clube de Portugal.

É urgente dissolver esta irmandade de bem que teima em regressar e alapar-se eternamente no Sporting, é indiferente chamar-lhes notáveis, elites ou croquetes. Têm de sair do clube, têm de acabar, a começar pela atual estrutura diretiva do clube e da SAD liderada por Frederico Varandas e Rogério Alves.

E depostos estes notáveis não podemos permitir que sejam outros da sua estirpe, da mesma casta, a assumir o clube. José Maria Ricciardi, Poiares Maduro, até João Benedito. Se o fizermos será apenas um adiar da confrontação inevitável: não há lugar no clube para todos, ou somos nós ou são eles, alguém terá de sair.

Já tive a oportunidade de partilhar a minha posição aqui sobre isto: os croquetes têm neste momento a faca e o queijo na mão. Temo que esteja mais perto de sair eu do que eles. Mas enquanto há vida há esperança e lutarei até ao fim pelo Sporting em que acredito.

Parte 2 – As Duas Desculpas

Quando tomou conta dos destinos do clube em setembro de 2018 manobrado por Rogério Alves e Jorge Mendes, outro contratado pela irmandade por empréstimo para ajudar no golpe de estado que lhes permitiu tomar o clube de volta, Frederico Varandas decretou dois bodes expiatórios oficiais para servirem de desculpa para toda a porcaria que aí vinha: Alcochete e a pesada herança.

Posteriormente determinaria uma terceira desculpa, mas já lá vamos. Até porque as trilogias estão na moda.

Ambas estas duas desculpas, começaram a perder gás entretanto. Daí a necessidade da terceira. Alcochete começou a perder força a partir do momento em que a anterior direção foi absolvida de culpas no tribunal de Monsanto. E também a partir do momento em que as justas causas para as rescisões dos nove futebolistas que o fizeram começaram a ser contestadas.

A pesada herança, essa, começa a ficar evidente que vai ser a deixada por Frederico Varandas e não a herdada por si. Os milhões desbaratados dos direitos televisivos; a reestruturação financeira metida na gaveta (a fazer lembrar Mário Soares quando meteu o socialismo na gaveta) e completamente esquecida; a delapidação do património futebolístico onde foram vendidos a preço de saldo vários activos e inclusivamente oferecidos alguns deles; o claro desinvestimento nas modalidades; o afastar compulsivo de sócios e adeptos humilhando-os e insultando-os constantemente; o desrespeito pelos estatutos do clube. E aqui podia continuar, que a lista é extensa.

Mas não deixa de ser curioso verificar os dois pesos e duas medidas que são adoptados em relação a esta direção do Sporting face a outras anteriores. Ainda me lembro do circo mediático que foi quando Bruno de Carvalho não quis pagar Rojo à Doyen. Ou a indeminização a Marco Silva. Mas agora Varandas não paga a ninguém e é o maior, um gestor de excelência.

Tanto se falou no desrespeito dos estatutos por parte de Bruno de Carvalho mas Rogério Alves vai para a televisão dizer à boca cheia que não cumpre os estatutos de forma voluntária e consciente e é o maior. O melhor PMAG de sempre, um ídolo!

Parte 3 – O Regresso do Futebol

A partir daqui vamos então entrar na distopia que é a terceira desculpa: o vírus! A virose, Covid-19, novo coronavírus. Este bichinho mefistofélico tem vários títulos possíveis. É o orgulho de Varandas & Companhia e o seu grande salvador, o seu Dom Sebastião. E nem foi preciso manhã de nevoeiro e cavalo branco. Veio lá da China, provavelmente de avião, e instalou-se confortavelmente entre nós semeando o caos.

Exceto em Alvalade. Onde nem os mais fanáticos defensores da célebre austeridade teriam feito melhor: cortes salariais, lay-offs, despedimentos, cortes a eito em tudo e mais alguma coisa.

Foram públicos na semana que passou as saídas de vários elementos fundamentais das equipas de Futsal e Vólei. Foram na altura noticiados os cortes nos jogadores do futebol.

Em relação a estes últimos devo confessar a minha apreensão. Se em condições normais estes meninos mimados do futebol já tão pouco profissionalismo demonstram em campo e fora dele, como será agora? Temo que a atitude vá ser mais negligente ainda. Infelizmente todos sabemos que nos dias que correm valores como amor à camisola, atitude competitiva, respeito pelo símbolo e adeptos caíram completamente em desuso. Agora joga-se pelo dinheiro, pelas contas bancárias repletas.

Os nossos rivais também nisto levam vantagem em relação a nós. Levam vantagem em praticamente tudo direi eu. Não se vislumbra uma participação na Champions League tão depressa. Só se ouve falar na Comunicação Social que os nossos melhores ativos no futebol estão todos no mercado. Os nomes que se falam para reforçar a equipa são simplesmente de perder a cabeça.

Ainda assim estou obviamente expectante para o regresso da bola a rolar no relvado. Acho que é prematuro o reatar da liga, temo que ao fim de dois jogos ou três jogos seja necessário fechar a porta de novo. E a prova está em que já foram detetados vários casos de Covid-19 em vários futebolistas da primeira liga, nomeadamente no Vitória de Guimarães, Famalicão, Moreirense e Toupeirense.

 Mas as entidades responsáveis acham que é seguro, quem sou eu, que nada percebo de viroses, para duvidar? Afinal não passo de reles escumalha!

E é preciso não esquecer que no entender do nosso Presidente, reconhecido especialista internacional na matéria laureado pelos mais notáveis virologistas, é completamente seguro. Certamente Frederico Varandas transmitiu toda esta segurança aos atletas, qualquer sintoma ou teste positivo basta uma visita ao seu gabinete onde tudo resolverá com um toque mágico da sua fivela.

Como nós aqui no Rugido Verde não acreditamos em absolutamente nada destas balelas iremos continuar corajosamente a tentar destruir aquela malfadada fivela, apanhá-la e atirá-la ao Tejo. E aí talvez possamos ter finalmente o nosso clube de volta.

Somos já muitos a lutar por isso. A recente parceria que Bruno de Carvalho estabeleceu com vários projetos inclusive o nosso é prova que a oposição aos croquetes está viva e mais forte do que nunca. Não deixa de ser preocupante que Bruno de Carvalho seja a única voz mediática a fazer oposição à casta, à irmandade poeirenta e retrógrada que insiste em tomar o Sporting de assalto.

O que o futuro nos reserva é impossível saber, vai sempre depender em primeira instância da vontade e determinação dos sócios. Tenhamos esperança que os mesmos terão a inteligência e a humildade de perceber e reconhecer que o nosso precioso clube está em iminente perigo e uma ação concertada e urgente é necessária para o resgatar das garras da hipnose cega que o domina desde meados dos anos 90.

Imagem de destaque por Insónias em Carvão

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