RUGIDO VERDE

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Segunda-feira, Maio 25, 2020

“Quem tramou Rafael Leão” – uma análise ao mais recente desenvolvimento da saga

Primeiro, o Sporting tinha-se “livrado de boa” com os acordos que fez com alguns dos jogadores que rescindiram, visto que, segundo o Record, não teria sido dada razão ao Clube nos casos específicos de Rafael Leão e Rúben Ribeiro (casos em que não houve acordo, e se seguiu pela via judicial).

Depois, afinal, o TAD (a 18 de março) condenou Rafael Leão a pagar 16,5 milhões de euros ao Sporting, mostrando que, com dirigentes de pulso firme, o Sporting tinha hipótese de ganhar os processos relativos às rescisões.

Agora, no mais recente capítulo da saga, sempre narrada pelo órgão de comunicação oficial do Sporting, o jornal Record, vem-se a saber que, depois de ter rescindido com o Sporting, Leão (que iria assinar pelo Lille) rescindiu com o clube francês, para voltar ao Sporting, já com Sousa Cintra a liderar as negociações – negociações essas interrompidas pelo pai de Rafael Leão.

Sousa Cintra afirmou ao jornal parceiro dos Leões, que o jovem avançado não ficou no Sporting (à segunda) porque “foi apertado”, confirmando então a tese de que foi o círculo próximo de Rafael Leão que o influenciou a não voltar atrás com a rescisão com o Sporting, e a voltar atrás com a rescisão com o Lille (complexo, é verdade).

Entre o regresso à Academia (onde, no fundo, residia) à infame mensagem “Estamos juntos, boss” enviada a Bruno de Carvalho, estão dois dos principais fundamentos para a decisão do TAD neste processo, prova de que, nem sempre, a falsidade e desonestidade compensam.

Qualquer Sportinguista que tenha os interesses do Clube posicionados acima dos seus próprios, sabia que o Sporting tinha argumentos para lutar pela defesa dos seus direitos nesta situação. No final de contas, tanto se falou na postura incendiária do ex-Presidente, que neste processo, o Sporting foi condenado a pagar 40 mil euros por assédio moral. Mesmo que estes 40 mil euros sejam total responsabilidade do ex-líder leonino, são largamente superados pela quantia, mais de 400 vezes, superior em que o Clube terá de ser compensado.

Ficará, para sempre, o amargo da incerteza sobre o que teria sido se os Sportinguistas tivessem dado, a quem sempre defendeu os superiores interesses do Clube, a oportunidade de o defender, juntamente com um advogado especialista na matéria. Com as decisões tomadas pelos sócios, seguimos um rumo de acordos com jogadores que apunhalaram o Clube que lhes deu tudo, alguns deles mediados por um agente que sempre contribuiu para o rebaixamento do Sporting Clube de Portugal.

O Record pergunta “Quem tramou Rafael Leão?”… Tal como na resposta à pergunta “Quem tramou o Sportinguista?”, a resposta é capaz de ser a mesma – ele próprio.

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