Como a verdade pode estragar uma boa cartilha
No passado dia 26 de fevereiro testemunharam em Monsanto Valter Semedo e Nuno Mendes aka Mustafá.
Da parte da manhã Valter Semedo começou por dizer que após os acontecimentos na Madeira começou a nascer um sentimento de revolta face aos jogadores e uma vontade de lhes manifestar essa mesma insatisfação.
É Valter Semedo quem cria o grupo de Whatsapp “academia amanhã”.
Valter Semedo explica que ficou surpreso com a confusão que encontrou quando chegou a Alcochete, interpelado pelo seu amigo William Carvalho jura que nunca foi objectivo da visita bater nos jogadores.
Valter termina o seu testemunho indicando não ter informado Mustafá da ida à Academia, segundo ele a mesma nunca iria ser autorizada pelo clube.
Da parte da tarde avançou o testemunho de Nuno Mendes, líder da claque Juve Leo. Mustafá afirma categoricamente que não esteve na Academia, não esteve nos grupos de Whatsapp e nem sequer ao jogo contra o Marítimo foi.
Mustafá alega que esteve incontactável durante todo o dia do ataque e só soube do mesmo posteriormente pela Comunicação Social.
No que respeita à célebre reunião na casinha Musta não tem dúvidas que o então presidente Bruno de Carvalho só não foi agredido por elementos da claque porque ele não deixou.
Mustafá finaliza o seu testemunho manifestando surpresa pela traição de Valter Semedo e Tiago Silva, membros da claque e seus amigos pessoais mas que ainda assim organizaram e avançaram com o ataque sem o seu aval e conhecimento. Mustafá alega não conhecer metade dos arguidos em julgamento.
Estes testemunhos vêm de encontro ao que foi dito por Tiago Silva no dia 19 de fevereiro.
Tiago Silva falou no grupo de Whatsapp criado por Valter Semedo, que o objectivo era ir demonstrar a insatisfação dos adeptos aos jogadores sobretudo depois do infeliz episódio na Madeira. O plano nunca foi bater em ninguém.
Tiago Silva, que se deslocou à Academia na companhia de Fernando Mendes, concluiu o seu testemunho referindo que quando chega ao recinto havia um outro grupo de mascarados que já tinha entrado e a confusão que encontrou dentro das instalações foi mais que muita.
Tiago Silva explicou que não percebeu o que era pretendido por esse segundo grupo e reforça que o objectivo da visita nunca foi aquele. Refere perentoriamente que Nuno Mendes não foi informado da visita pois não se tratava duma visita oficial da claque.



Para mim é óbvio que as agressões foram cometidas pelos “Casuals”, grupo clandestino que sempre atuou à margem da Juve Leo e que nada tem a ver com a claque. Estes “Casuals” são liderados pelo Barbini e pelo Diogo Amaral, tendo-se infiltrado na Academia já com o conhecimento prévio da hora do treino, e com a entrada facilitada por alguém (Ricardo Gonçalves, depois promovido por Varandas…)
Os mesmos Barbini e Diogo Amaral têm mensagens no grupo de whattsapp criado para o efeito a dizer “saiam todos, saiam todos”! E ninguém os acusou de nada? Ninguém acha estranho?
É óbvio que estes 2 tiveram a protecção de Varandas, Rogério Alves e vários magistrados que integram a direção, que devem ter mexido “cordelinhos” para que não fossem constituídos arguidos!
Daí a célebre expressão de Barbini antes das eleições: “se ele me descartar, ele cai!”, pois Varandas ficou refém do favor prestado que foi o ataque à Academia!
Basta ver as reações do Varandas no momento do ataque, em que nem sequer socorreu Bas Dost, pois era sua intenção deixá-lo de cabeça a sangrar, o seu sorriso enquanto dizia: “filma a fivela”, o aproveitamento que fez logo nos dias seguintes (jogadores a treinar na sua clínica qd o estádio estava disponível, a demissão e apresentação como candidato antes de se saber se haveria destituição)!
Ao mesmo tempo que, numa ação concertada entre os órgãos de CS dominante da praça (sobretudo os da Cofina/Holdimo), o presidente Bruno de Carvalho era acusado, julgado e condenado de forma ignóbil e vil, sem quaisquer provas ou contraditório, num deprimente espectáculo televisivo diário que teve como único objetivo assassinar publicamente o presidente, o pai, o filho, o homem Bruno de Carvalho!
Foi tudo uma golpada genial, que envolveu e ainda envolve muita gente ligada a vários sectores (política, justiça, comunicação social, curiosamente os mesmos pilares do famoso “polvo lampiânico” que Domingos Soares de Oliveira anunciou num powerpoint), todos pagos com dinbeiro saído da SAD do Sporting, aumentando a dívida e antecipando as receitas do contrato da NOS (515 M para dez anos) negociado por Bruno de Carvalho!
Ainda estou esperançado que se faça justiça, e que os verdadeiros responsáveis por esta golpada (ataque à Academia, AG destituitiva ilegal e fraudulenta, constituição de uma Comissão de Fiscalização e de Gestão sem isenção com o claro objectivo de assaltar o Clube, rescisões concertadas de vários jogadores SEM justa causa, desbaratar de dinheiro em comissões para empresários com Jorge Mendes à cabeça, etc.) sejam julgados e condenados!
Enquanto isso não acontecer, e enquanto não for extirpado este cancro (croquetes, “notáveis”, lambuças e companhia), o Sporting Clube de Portugal nunca terá paz!
Exige-se a reposição da verdade e da legalidade, para podermos novamente reerguer o NOSSO Clube ao lugar de onde nunca deveria ter saído, o de maior potência desportiva nacional, com os melhores sócios e adeptos do mundo (o seu maior património), e que nunca precisará da esmola de ninguém!
ACORDA SPORTING!
Muito bem. Dificilmente seria possível explicar melhor o que tem acontecido com o Sporting. Abraço.
Belo resumo.
Claramente foram dois tipos de pessoas à Academia, uns que iam com um objectivo concreto e sabiam bem ao que iam e deu resultado, e os outros que foram ao engano e agora estão em sarilhos com a justica.
O fivelas esteve lá, mesmo quando não era suposto estar.
Foi a tribunal mas não como testemunha mas sim assistente.
E ainda foi contar mentiras “ah, o tom era ameacador”…. enfim.
Se fosse por mim quem teria levado porrada era o fivelas e o RP e o WC… e o JJ, que ainda os ajudou a entrar no balneário.
pois…….