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Sexta-feira, Agosto 07, 2020

Alcochete nos Açores

Esta semana ficou marcada pelo circo criado em torno de um acontecimento junto ao hotel, onde o Sporting esteve hospedado na ilha de S. Miguel nos Açores. Cerca de duas a três pessoas, não identificadas, gritaram “Alcochete Sempre”.

Vejamos, os grandes lesados da invasão à academia do Sporting foram Bruno de Carvalho e o próprio clube. Sendo que Frederico Varandas foi o principal beneficiado, foi todo o acontecimento de Alcochete que o levou a subir na vida, ocupando o cargo de presidente do Sporting Clube de Portugal.

Alguém que grita “Alcochete Sempre” certamente não é Sportinguista e certamente que não gosta de Bruno de Carvalho, nem um pouco. Alguém que enaltece o acontecimento desprezível e absolutamente condenável de Alcochete, é alguém que terá um ódio profundo ao antigo presidente do Sporting e que deseja ver o clube definhar. Volto a referir que o ataque a Alcochete estragou a vida de Bruno de Carvalho, então quem celebra com pompa e circunstância tal momento está também a celebrar todo o mal pelo qual Bruno de Carvalho está a passar.

Tudo aquilo que aconteceu na viagem aos Açores parece ser concertado, uma expressão que foi rapidamente difundida com bastante destaque em todos os órgãos de comunicação social, com Bernardo Ribeiro e Tânia Laranjo a reagirem de imediato nas suas redes sociais, e a rápida reação oficial do Sporting através de comunicado. Comunicado esse, apresentado em primeira mão na CMTV, fala de forma destacada em manobra de coação aos jogadores que se encontram a testemunhar, no âmbito do processo de Alcochete. Aliás, foi o comunicado mais rápido da Era Varandas, até deu a sensação de que já estava escrito. Mais rápido do que o comunicado, só mesmo o anúncio de Frederico Varandas a dizer que era candidato à presidência do Sporting quando nem sequer estavam convocadas eleições, nem Bruno de Carvalho tinha sido destituído.

Poucas horas depois do “Alcochete Sempre”, a CMTV noticia em exclusivo que Frederico Varandas iria reagir ao sucedido no dia seguinte, quando chegasse aos Açores. Pois bem, foi o que aconteceu.

As palavras de Varandas na chegada aos Açores são um claro incentivo ao ódio e um claro aproveitamento pessoal, na minha leitura. Como é que alguém no seu perfeito juízo chama de “escumalha” aos sócios e adeptos, sem que se saiba quem eram as pessoas que gritaram a infeliz expressão “Alcochete Sempre”? Ele dirigiu-se aos Sportinguistas que desejam o regresso ao passado recente, então deduzo que também eu e a minha família estamos incluídos na escumalha. Simplesmente ódio puro da parte de Frederico Varandas. Volto a referir que, na minha perspetiva, as pessoas que enfatizaram Alcochete são tudo menos Sportinguistas.

Toda esta situação beneficiou Frederico Varandas que saiu claramente por cima. Foi o ouro sobre azul, ou verde neste caso. Se o Sporting perdesse o jogo frente ao Santa Clara, a culpa seria atribuída aos adeptos que são oposição a Varandas e iria haver uma clara desresponsabilização à direção do Sporting. Todo este circo montado serviu, também, para que não se falasse do tema mais importante da semana, o não pagamento dos juros das VMOC aos bancos, continuando assim Varandas e restante direção nas suas jogadas de bastidores de forma tranquila e sem ruído à sua volta.

Por outro lado, também seria legítimo pensar que este acontecimento poderia ser um claro aperto de Frederico Varandas aos jogadores. Isto porque, Pedro Silveira (Barbini, elemento da lista de Varandas) e Diogo Amaral (seu braço direito e fiel seguidor) estavam ambos nos grupos de WhatsApp da invasão à academia, tendo já uma vasta experiência na forma como estas coisas são feitas. Seria uma hipótese a ser colocada, bastante plausível até.

Depois de todo o circo montado em torno deste assunto e da revelada psicopatia de Frederico Varandas na forma como lidou com todo o acontecimento, a meu ver ganha força a ideia de que “Alcochete Sempre” terá sido alegadamente uma encomenda, tendo sido tudo concertado entre a direção do clube, mais duas a três pessoas e a comunicação social. É a sensação pessoal que me fica.

A verdade é que a vitória do Sporting nos Açores por 4-0 frente ao Santa Clara no dia seguinte aos miseráveis gritos de “Alcochete Sempre”, deita por terra a tese de que a equipa não vence por causa dos acontecimentos de Alcochete. O jogo correu mal para Frederico Varandas que no final não pôde fazer o papel de vitimização que estava agendado, tendo havido até mais golos no jogo do que pessoas à porta do hotel a gritarem “Alcochete Sempre”.

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1 Comentário
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Paulo Vieira

Também pensei a mesma coisa quando tive conhecimento deste incidente. Em minha opinião mais uma encomenda tal como foi o ataque à Academia.
Mas antes que me esqueça, queria dizer ao Varandas o seguinte: Vai chamar escumalha à puta que te pariu.