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Quinta-feira, Agosto 22, 2019

Os elogios de Bettencourt ao Benfica que caíram mal em Alvalade

Bettencourt: há um fantasma em Alvalade chamado Benfica

Presidente do Sporting passa do oito ao 80: depois dos elogios ao velho rival, que geraram indignação no universo leonino, regressam as críticas. “Não vamos hipotecar o futuro”, realça.

Há gafes e gafes. José Eduardo Bettencourt, presidente do Sporting, queria sublinhar que o clube tinha mais seis mil sócios mas saiu-se com “temos mais 100 mil sócios”. “É o entusiasmo.” E riu-se. O problema viria depois. “O Benfica é uma equipa forte, que fez boas contratações.

E é bom, para o futebol português, ver 62 mil pessoas num estádio. Não tenho pejo em reconhecer que os benfiquistas têm motivos de orgulho”, comentou. “Foi uma ironia óbvia e empolada. Só quem esteja de má fé pode dizer que não percebeu”, explicam ao i. Ironia ou não, as afirmações não caíram bem em alguns quadrantes do universo leonino. “Como é possível apostar na comunicação e não saber passar a mensagem?”, questiona um antigo dirigente. Uma pequena ironia transformou-se numa grande bomba. Ou gafe. Mais uma.

Qual é o valor da actual comunicação do Sporting? Alto, quando a meta é angariar mais sócios e vender lugares anuais no estádio; baixo, quando as intervenções põem futebol ao barulho.

Bettencourt passou ontem pela Academia. Assistiu a parte do treino, retirou-se antes do final da sessão mas quis deixar um voto de confiança ao plantel e mostrar total convicção na conquista do título. Isto depois de ter salientado que “existem outros clubes claramente mais assumidos” à vitória. Em paralelo, motivar a equipa para o playoff da Champions diante da Fiorentina. Depois de, na véspera do sorteio, ter dito que “não achava piada nenhuma” caso saísse a formação italiana. Porque há gafes e gafes, há ir e remediar.

Mais tarde, em mais um acto que ilustra as inovações tecnológicas que o clube tem vindo a fazer, respondeu a algumas questões no Facebook. Nesta plataforma, há sempre um visado: o Benfica. E os elogios transformaram-se em críticas ao rival.

Guerra fria Desde o início do mandato, a formação encarnada tem sido o centro de muitas intervenções do líder dos lisboetas. A hipótese de corte de relações nunca chegou a ser aventada, mas os incidentes no campeonato de juniores – a primeira mensagem de Bettencourt no Twitter foi “já se podem ganhar campeonatos à pedrada” – esfriaram, e muito, a convivência entre os dois clubes da capital. E, depois dos elogios da véspera, regressaram as farpas e críticas.

“Paulo Bento está a ser vítima de uma campanha. Acreditamos no seu trabalho, rigor e coerência. Sem quatro anos de Liga dos Campeões, não sei como seria. O Benfica investe 80 milhões de euros em três anos mas temos de ser nós a mudar a onda e ser fortes”, respondeu no Facebook, completando: “Nunca iremos hipotecar o futuro do Sporting antecipando receitas dos próximos anos em jogadas do tudo ou nada. Todos os que agora exigem grandes investimentos serão os mesmos a crucificar-nos caso a política não desse certo.”

“Trabalhar, unir, vencer.” Foi com este lema que José Eduardo Bettencourt ganhou as eleições. Trabalho? Existe. Unir? Já não será bem assim. Vencer? O tempo dirá. Com ou sem gafes.

Fonte: Jornal i

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Peyroteo
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Rei Leão

Engraçado. Já nesta altura se faziam posts no Facebook. Deve ter sido por isso que o Bettencourt se demitiu.

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