RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Sexta-feira, Agosto 07, 2020

Apresentação do Voleibol. Estofo de campeão desenhado a régua e esquadro

Seis caras conhecidas para uma entrada 22 anos depois que se quer à medida da grandeza do Clube. A base da pirâmide começa na defesa e na estratégia do ataque.

Títulos e experiência não faltam aos primeiros intérpretes apresentados

A expectativa de começar a ver as subidas à rede, as grandes impulsões ou os voos com a manchete em punho ganham forma com o primeiro esboço do plantel de voleibol do Sporting. De braçadeira no bíceps estará Miguel Maia, o titulado distribuidor. Aquele que é o estratega da equipa, responsável pelo segundo toque e pela correcta definição do ataque à rede, é só o melhor jogador português de sempre. Os colegas sabem-no e não deixaram de o referir em todas as entrevistas realizadas: “É lógico que vir para o meu Clube de coração para trabalhar com estas referências, destacando naturalmente o Miguel Maia, é uma opção lógica para a carreira. Com este plantel ao dispor, só podemos pensar em ser campeões”, começa por adiantar João Fidalgo, um dos líberos (já lá vamos), ligado umbilicalmente ao Clube pelo parentesco familiar com António Fidalgo, ex-guarda-redes.

Que melhor concorrência para Maia que um jovem de 17 anos, ansioso por “beber” ensinamentos: “Tanto em pequenino como agora, Miguel Maia é uma referência, talvez o melhor jogador de Portugal e internacionalmente também. Espero aprender muito, poder ter espaço para competir, de forma a poder dar criatividade e juventude à equipa” destacou o leão Afonso Reis, que dá um passo gigante, mudando do Sporting Clube das Caldas para o plantel sénior de Alvalade, referenciado como promessa da modalidade, com passagens pelas Selecções Nacionais de formação.

O grande rival de Maia pela posição deverá ser Zé Pedro Monteiro, que conta com experiências no Sp. Espinho e o Campeonato Nacional vencido no Fonte Bastardo (há dois anos) como arma: “Vamos deixar o que temos e o que não temos no pavilhão. O Sporting apareceu em 1991/1992 com o Miguel Maia, o ano em que nasci. É o meu clube de coração. Entretanto foi extinto e agora volta com o pavilhão e também estou neste projecto. No primeiro ano do Fonte Bastardo fomos campeões, com uma equipa muito experiente com nomes feitos no voleibol. Toda a experiência que adquiri pode ser uma forma de tentar ajudar. Sou distribuidor, vou trazer a minha experiência. Juntamente com o Miguel, sou o estratega da equipa. Queremos pôr o Sporting a jogar voleibol”, realçou antes de contar-nos que aprendeu muito nos dois anos de partilha de balneário com Maia, no Espinho.

O louco da camisola diferente

Quem assiste voleibol regularmente detecta que, nos seis jogadores de cada equipa, se destaca um elemento de camisola diferente. O líbero é o que mais impressiona, voando em direcção a qualquer bola que ouse tocar no solo do recinto. João Fidalgo ressalva a vertente de galvanização da massa associativa: “Jogo voleibol desde que me conheço. Fui campeão no Fonte Bastardo e representei a Selecção Nacional. Na posição de líbero, desempenham-se as funções defensivas da equipa. Joga-se com a camisola de cor diferente e só alinha nas três posições recuadas do campo. Normalmente, estes atletas são conhecidos por transmitir uma energia positiva à equipa, com defesas que galvanizam. Seguros no momento da recepção para depois puxar pelos companheiros. Muitos dos atletas que aqui estão são experientes em jogar finais, em ganhar títulos. Muitos são mesmo pessoas com mais de dez títulos nacionais, relevando claramente o Miguel [Maia]. Jogaram muitas finais e isso faz a diferença e dá experiência nesses momentos. Tive oportunidade de jogar algumas finais no Fonte Bastardo, tanto de Campeonato Nacional como de Taça. Depois de jogar a segunda, terceira, vai sendo diferente. Vamos sentindo maior capacidade”.

Hugo Ribeiro começou tarde, aos 15 anos, mas aporta o desejo e a sapiência para que os títulos venham da rede: “É uma oportunidade fazer parte de uma equipa que volta 22 anos depois e ainda por cima começar num Pavilhão [João Rocha], que agora significa muito para os Sportinguistas. Com todas as características que o campeonato tem, é tentar procurar saber gerir todas as fases da prova, para poder chegar e vencer. Acima de tudo, a posição de líbero vai no sentido de ajudar defensivamente, de forma a que a equipa tenha eficácia na recepção. Quanto maior eficácia na defesa, maior rapidez e sucesso nos contra-ataques. Tenho mais de oito títulos, várias Taças de Portugal, Supertaças. Em termos de palmarés, acho que é muito bom”, esclarece entre sorrisos.

Para a subida à rede, há João. Simões. O zona 4 explica como o processo ofensivo passa por si: “Jogo como entrada de rede. Considero-me melhor na recepção apesar de ser atacante receptor. Nos últimos anos, consegui cimentar a minha carreira. Tanto pelo Campeonato Nacional ganho no Fonte Bastardo como pela Taça de Portugal conquistada pelo Espinho. Já jogo há 15 anos e também tenho experiência na Selecção Nacional, daí que o Sporting tenha apostado em mim. Quem vem para este Clube tem de vir com o pensamento de conquistar títulos. É um enorme orgulho jogar neste emblema, o meu Clube de coração, desde pequeno. Infelizmente, nunca vi o Sporting a jogar voleibol” resumiu.

Começa a moldar-se o ataque aos troféus no voleibol nacional e em comum têm a vontade de fazer história pelo leão. A ambição é atingir a sexta Liga e relembrar a última alegria, em 1994/1995, aquando da terceira Taça.

Texto de Frederico Bártolo in Jornal Sporting

Data: 29/06/2017
Evento: Jornal Sporting

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