RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Para quando essa revolução?

Há três semanas que não escrevia nada aqui no Rugido Verde.

Temos tido tantas novidades e resultados tão bons, que tem sido difícil conter o entusiasmo. Conseguimos também alcançar um novo requinte e uma nova elegância nunca antes vista. Está tudo fantástico, fenomenal mesmo.

Recapitulemos portanto os últimos pontos de destaque:

• Vendemos o melhor ponta-de-lança dos últimos 10 anos. É um rato nojento claro, mas não deixa de ser o melhor que tínhamos (também não deixa de ser curioso que o único treinador que não conseguiu pegar nele foi o Ruca) e fomos vender o cagalhão por um fantástico valor de €7M. Formidável! Gestão de topo! Vejam só o que poupámos em salários… cuidado! O Warren Buffett que se ponha a pau. É também importante frisar que este mesmo ponta-de-lança, há três anos atrás, valeu uma proposta de €40M e que foi prontamente recusada pelo maluco… mas esse realmente não sabia o que fazia, portanto continuemos. Gajo para substituir este ponta-de-lança, nem vê-lo;

• Também chegámos a um novo nível no que à elevação diz respeito. Recebemos no sábado, dia 31 de Agosto o Rio Ave. Começámos a perder ainda antes dos 10 minutos – tão difícil de perceber visto que jogamos TÃO BEM. Lá conseguimos dar a volta ao resultado e estávamos a ganhar 2-1… até que deixámos de estar. No espaço de 10 minutos o Rio Ave consegue mais 2 penalties e vence em Alvalade, coisa que já não acontecia (salvo erro) desde 2014. Que qualidade meus caros. Antes o maluco (mais uma vez o maluquinho) disparava a torto e a direito comunicados, todos os sócios deliravam com estes comunicados e diziam que eram de mais e que eram exagerados. Pois agora vemos a falta que fazem este comunicados, pois ai de quem se atrevesse a ir a Alvalade, ou fosse onde fosse, roubar o Sporting desta maneira! É uma vergonha! E é uma vergonha porque temos uma cambada de cornos amestrados a controlar o futuro de um clube como verdadeiros amadores, que são o que são, nem nunca mostraram provas do contrário! Nem tão pouco indicações de! Mas o que interessa é que ninguém se aleijou;

• Mas estes grandes salvadores do Sporting guardaram o melhor para o fim. Último dia do mercado de transferências e vamos vender o Extremo direito e o cachopo acabado de subir ao plantel principal, também ele titular! E por uma merda duma quantia! Um puto que facilmente chegaria ao final da época e provavelmente conseguiríamos mais sem grande esforço! Mais uma vez os cornos amestrados mostram que são excelentes negociadores, agora temos é que lhes explicar que estão a vender jogadores formados na melhor academia do mundo e não latas de atum. A melhor notícia do dia de hoje foi mesmo a venda do Diaby (aquele sujeito que se atrapalha a correr), e até esse me levanta preocupações – o gajo é um extremo de merda, mas ainda assim é um extremo. Quem joga agora?

• Como se toda esta trampa não chegasse, há rumores que até o estádio vão vender, que há jogadores com salários em atraso e que até ao final desta semana há novidades no que à SAD diz respeito. Também estamos em dívida para com a banca, o que significa que se lhes der na real telha, os sócios deixam de ter opinião a dar porque a SAD vai com o galheiro. Não temos dinheiro para pagarmos contratos nem para termos margem de negociação, mas temos dinheiro para pagar 2 empréstimos que envolvem valores chorudos. Palmas à consistência.

Mas estão a brincar comigo? Até quando é que vamos tolerar esta merda? Somos ou não somos a raça que nunca se vergará? O Sporting é nosso ou não é? Não interessa de quem é a culpa! Interessa é que nós vamos todos lixar-nos!

Hoje há manifestação frente ao Estádio José Alvalade XXI.

Está na altura de serem leões e tomarem iniciativa, tendo vocês culpa ou não do que aconteceu.

Chega! O Sporting TEM de ser nosso outra vez E DE VEZ.

Saudações Leoninas,

Viva o Sporting Clube de Portugal!

A galinha dos ovos de ouro

Bruno Miguel Borges Fernandes, ou como eu lhe prefiro chamar, Rescisor Fernandes, chegou ao Sporting no verão de 2017 para reforçar a equipa na altura treinada por Jorge Jesus. Nessa primeira época, marcou dezasseis golos e foi considerado o melhor jogador da liga.

Na época seguinte, já com Frederico Varandas na presidência do clube o registo foi bem melhor: o dobro dos golos e novamente o melhor jogador da liga.

Ainda assim e segundo o presidente do Sporting, não foi possível vender aquela que é inegavelmente a jóia da coroa. Alegadamente, o clube está a pedir 70 milhões de euros pelo jogador. Mas vimos sair por 120 milhões um jogador que cumpriu seis meses nessa mesma liga, onde o Rescisor Fernandes foi o melhor. Duas vezes.

Rescisor Fernandes continua por cá e continua a ser decisivo. Neste momento já leva nove golos. Eu costumo dizer que o Rescisor Fernandes é o abono de família dos croquetes. É praticamente só ele que joga, que faz jogar e que tem categoria para vestir a nossa camisola. Não fosse ele e se calhar a direção de Frederico Varandas já tinha caído. Porque a verdade é esta: por muita contestação que haja, por muito mau trabalho que esteja a ser feito, os resultados da equipa de futebol sénior masculino é que mandam.

E prova disto é a vergonhosa eliminação da final four da Champions de Futsal. Ninguém protestou, não houve contestação, ninguém se queixou.

Recentemente, Frederico Varandas, no seu muito adorado papel de Calimero, queixava-se que a não venda do Rescisor Fernandes no último defeso tinha retirado por completo a margem de manobra financeira para o reforço do plantel. Ou seja, não chegaram as vendas de Thierry e Rafinha ou as ofertas ao desbarato de Bas Dost e Matheus Pereira.

Sou só eu a achar que existe algo de muito errado nisto tudo?

Então, o amigo Mendes possibilitou aquele negócio dos 120 milhões pelo tal jogador que fez seis meses na liga e não deu uma mãozinha ao amigo Varandas?

Será que Frederico Varandas assinou uma cláusula quando assumiu a presidência do clube de só fazer negócios ruinosos para o clube? Se assim foi, obviamente que uma venda recorde seria uma não conformidade.

A grande realidade é que o Rescisor Fernandes é, neste momento, o garante do clube. É o único que joga à bola e possibilita algumas vitórias e é, também, o único activo possível de dar alguma garantia financeira. Por isso, não pode sair. E quando finalmente sair, servirá para tapar todos os negócios ruinosos até então.

Já estou a ver as parangonas na comunicação social nacional benfiquista: “NEGÓCIO RECORDE, MELHOR VENDA DE SEMPRE DO SPORTING”, “VARANDAS O NEGOCIADOR IMPLACÁVEL”, “FREDERICO VARANDAS NO MELHOR NEGÓCIO DE SEMPRE DO SPORTING”.

Quando é que isto possa acontecer é difícil prever. Eu tenho a convicção que toda a (ruinosa) política financeira desta direcção visa a desvalorização da marca, tendo em vista a venda da SAD. Rescisor Fernandes sairá quando esse objectivo estiver conseguido. Uma espécie de bónus pelos bons serviços prestados. Para ele, que mete mais uns milhões ao bolso, e para a direcção de Varandas, que metem também eles uns quantos mais milhões ao bolso.

No fundo, aquilo que os políticos tão bem costumam fazer. E coincidência das coincidências descobrimos recentemente que Frederico Varandas é, afinal, também ele um político. Parece que foi apadrinhado nessa realidade por Fernando Seara. Eu diria que teve um excelente padrinho, diria mesmo um dos melhores que poderia ter.

Entretanto, Rescisor Fernandes renovou contrato com o Sporting. A duração do contrato mantém-se na mesma, o que quer dizer que a renovação serviu, única e exclusivamente, para meter mais uns milhões na conta bancária dum jogador que há ano e meio rescindiu contrato de forma unilateral com o clube.

Em declarações aos jornalistas após a oficialização da renovação, Rescisor Fernandes debitou os clichés da praxe: “Tenho tentado ao máximo fazer aquilo que é o melhor para o clube (…) demonstrei gostar do Sporting e ter orgulho em representar o clube que represento (…) Para mim é e sempre será, um privilégio estar aqui e poder vestir a camisola do Sporting”.

E não há um único jornalista presente que ponha o dedo na ferida. Não há um único que pergunte à criatura, se realmente gosta assim tanto do clube, então porque raio de carga de água rescindiu com ele!?!?!?

Nessas mesmas declarações, Rescisor Fernandes gaba-se de ter abdicado da cláusula dos cinco milhões a receber, caso fosse recusada uma proposta pela sua venda superior a 35 milhões. Mas essa proposta não existiu já no verão? Esses cinco milhões não foram já por si recebidos?

Enfim, areia para os olhos do adepto comum que continua a ver num jogador que rescindiu unilateralmente com o clube um herói e um ídolo. Mas tenho esperança de um dia ainda ver esclarecidas as circunstâncias da sua rescisão. Quem o aconselhou e esteve realmente por detrás disso.

Análise R&C – 1º Trimestre Sporting SAD – 2019/2020

Por forma a enquadrar a análise deste Relatório & Contas (R&C), é importante referir que se trata do período compreendido entre 1 de Julho de 2019 e 30 de Setembro 2019, o qual foi integralmente da responsabilidade da Administração presidida por Frederico Varandas, contrariamente ao período homólogo do exercício económico anterior (1 de Julho de 2018 a 30 de Setembro de 2018), em que na maior parte do tempo foi da responsabilidade da Administração presidida por José Sousa Cintra, mais concretamente até ao dia 12 de Setembro de 2018.

Conforme se pode verificar neste R&C, apenas um dos Administradores Executivos da SAD é accionista da Sociedade, sendo que nem Frederico Varandas, nem Francisco Salgado Zenha ou Miguel Cal possuem quaisquer acções da mesma sociedade, o que não deixa de ser revelador de falta de compromisso com a mesma.

A Demonstração de Resultados do Trimestre em questão revela que o resultado operacional sem transacções de jogadores foi negativo em 7.152.000 euros, contrariamente ao 1º trimestre de 2018 / 2019, em que o resultado operacional foi positivo, o que se traduz num importante défice de exploração na actividade da Sporting SAD. Mesmo sem as indemnizações no valor de 5.421.000 euros incluídas em gastos com pessoal, o resultado operacional sem transacções de jogadores seria sempre negativo, o que é ainda mais preocupante.

O Resultado Operacional com transacções de jogadores com sinal positivo registado no trimestre deve-se a receitas extraordinárias obtidas com a transferências de jogadores, o que se traduziu claramente num enfraquecimento na capacidade competitiva do plantel de futebol profissional, como se comprova pelos fracos resultados desportivos obtidos no trimestre em questão e no trimestre em curso.

Se analisarmos em detalhe, as transferências que originaram os rendimentos com transacções de jogadores e que permitiram um resultado operacional com transacções de jogadores positivo no trimestre, verificamos que:

  • Saída de inúmeros jogadores do clube, sem qualquer proveito financeiro para a sociedade, havendo inclusive pagamento de indemnizações por incumprimento da totalidade dos contratos de trabalho por parte da Sporting SAD, em resultado de rescisões por mútuo acordo.
  • Acordo por Daniel Podence que não reflecte o valor de mercado do jogador no momento da sua rescisão unilateral, mesmo com a convicção por parte do presidente do Conselho de Administração que a razão legal está do lado da Sporting SAD, conforme formalmente invocada do R&C do trimestre.
  • Transferência de Bas Dost por um valor muito abaixo do seu valor de mercado e mesmo assim com o pagamento de comissão de intermediação de quase 10%, deixando o plantel muito carenciado no que se refere à posição de ponta de lança.
  • Alienação de jovens promessas de elevado potencial por valores irrisórios, considerando a elevada probabilidade de valorização dos mesmos.
  • Comissões de intermediação superiores a 16% nas transferências de Raphinha e Thierry Correia, sendo que, neste último caso, existe ainda o pagamento de um prémio de saída ao jogador no valor de 514.000 euros.

Desta forma, apesar dos Rendimentos apenas com a transacção de jogadores terem ascendido a 46,034 Milhões de euros, e que permitiram obter um resultado operacional com transacções de jogadores de sinal positivo no trimestre, conclui-se que a abordagem ao mercado de verão por parte da Sporting SAD foi desastrosa do ponto desportiva e financeiro, devido à falta de competências de negociação e de conhecimento do mercado por parte da Administração da SAD.

Ainda na Demonstração de Resultados do Trimestre, desperta particular atenção a rubrica Fornecimento e Serviços Externo, onde as rubricas organização, deslocações e estadias de jogos totalizaram em gastos e em apenas num trimestre a surpreendente quantia de 1,547 Milhões de euros, correspondente a dois eventos (jogo particular Liverpool – Sporting, em Nova Yorque, e PSV – Sporting na Holanda, para a Liga Europa).

Relativamente à Demonstração da Situação Financeira, a Sporting SAD continua com capitais próprios negativos e, por consequência, em situação falência técnica no final do 1º trimestre de 2019 / 2020, sendo que merece particular preocupação o desequilíbrio entre o Passivo Corrente e o Activo Corrente com um diferencial negativo de 83,847 Milhões de euros.

Vitor Damas

Cabeçada vitoriosa dá três pontos ao leão

Sporting 1 – 0 Moreirense

Depois de uma vitória para a Taça da Liga, o Sporting voltava a jogar para a Liga NOS em casa, frente a uma equipa que tem feito uma época algo irregular e que tinha ganho um jogo nos últimos seis disputados, na última jornada frente ao Desportivo das Aves. Seria também o último jogo disputado em Alvalade este ano de 2019, com o incentivo extra de haver uma possibilidade de aproximação ao Famalicão, que perdeu mais um jogo nesta jornada.

Para esta partida, Silas promoveu quatro alterações relativamente à 12ª jornada da Liga, num jogo em Barcelos, saindo da equipa Rosier, Acuña, Ilori e Luiz Phellype e entrando no onze inicial Borja, Ristovski, Neto e Bolasie.

O Sporting começou com uma boa dinâmica e algumas iniciativas interessantes e aos 11 minutos chega mesmo a introduzir a bola dentro da baliza, por Bolasie, mas com a jogada a ser anulada por fora-de-jogo, após indicação do VAR.

Aos 19 minutos, uma grande oportunidade para o Sporting. Após jogada de envolvimento no ataque, Doumbia, em posição frontal, faz um passe excelente a desmarcar Bolasie que finaliza de cabeça para uma grande intervenção do guarda-redes Pasinato.

Aos 21 minutos, a primeira grande oportunidade por parte do Moreirense. Um rápido contra-golpe com a bola a chegar a Fábio Abreu que, vendo a desmarcação de Luther Singh, faz de imediato a assistência. O Sul-Africano, em excelente posição frente a Maximiano, permite ao jovem guarda-redes leonino uma grande defesa para canto. Neste lance, nota também para a lesão de Neto que choca com Max, vendo-se obrigado a ser substituído.

Aos 37 minutos, nova grande ocasião para o Sporting. Após um ataque em que Bruno Fernandes é carregado em falta, a bola acaba por sobrar para Jesé Rodriguez. O espanhol consegue tirar Iago Santos do seu trajeto e, em posição de golo, faz um remate para uma enorme defesa do guarda-redes do Moreirense.

Logo a seguir, aos 40 minutos, nova chance para os leões chegarem à vantagem. Após um contra-ataque, a bola chega a Vietto no lado esquerdo do ataque, com o avançado Argentino a centrar a bola para Bruno Fernandes que atira de primeira, mas com a bola a sair ao lado da baliza adversária. O Sporting tentava de todas as maneiras e feitios.

Pouco depois, nova boa oportunidade para o Sporting. Excelente combinação no ataque, com Ristovski a conseguir encontrar espaço para passar a Jesé que, em frente ao guardião do Moreirense, remata fraco para as mãos de Pasinato.

Num período de compensação longo, devido à lesão de Neto, assistiu-se a um conjunto de iniciativas leoninas que andaram muito perto da baliza, quase sempre por intermédio de Bruno Fernandes, o jogador em maior destaque.

Chegou ao fim uma primeira parte quase de sentido único, mas com o Sporting a não conseguir chegar ao golo. Faltava alguma confiança na finalização aos jogadores liderados por Silas.

A segunda parte iniciou, tal como esperado, novamente com um grande ascendente do Sporting. Logo aos 48 minutos Mathieu, através de um livre direto, remata ao poste da baliza do Moreirense ficando muito perto do golo.

Aos 56 minutos, uma oportunidade de golo para o Sporting através de Coates. Após um canto curto marcado por Bruno Fernandes para Vietto, o argentino volta a colocar a bola no capitão leonino que imediatamente centra a bola, aparecendo o central Coates para um grande cabeceamento a rasar a barra da baliza do Moreirense.

O Moreirense não subia muito no terreno, mas aos 65 minutos dispôs de uma boa oportunidade. Após um contra-ataque bem desenhado, a bola chega a Luís Machado que cruza de imediato para a entrada de Fábio Abreu ao primeiro poste, mas a cabecear ligeiramente ao lado.

Colecionava oportunidades o Sporting e aos 70 minutos consegue finalmente chegar ao golo por intermédio de Luiz Phellype. Cruzamento a meio do meio campo do Sporting por Mathieu e a bola a chegar ao avançado brasileiro ,que faz um grande golo de cabeça inaugurando o marcador. Já tardava este golo, perante um Sporting muito superior no jogo.

Logo a seguir, o Sporting muito perto do segundo golo. Jogada individual do avançado Bolasie que galgou metros no terreno, antes de rematar muito forte de pé esquerdo, com a bola a beijar a barra da baliza do Moreirense.

A equipa de Moreira de Cónegos já sentia muitas dificuldades no jogo e mais condicionada ficou, quando aos 74 minutos viu-se reduzida a 10 elementos por uma expulsão de Iago Santos, depois de uma entrada perigosa sobre Bolasie. Ainda assim, aos 84 minutos, ainda conseguiu chegar com relativo perigo num remate de fora da área por Pedro Nuno, com Maximiano a fazer uma intervenção segura.

Até ao final o Sporting continuou a produzir o suficiente para merecer um resultado mais dilatado, contudo, não conseguiu marcar mais golos.

O Sporting consegue o principal objetivo de garantir os três pontos e chega assim muito perto do Famalicão ainda no terceiro lugar da Liga NOS. O próximo jogo será a contar para a última jornada da Liga Europa em que se definirá o primeiro lugar do grupo, num confronto direto com o LASK LINZ.

Análises Individuais:

Maximiano (Nota 6) – Tem somado minutos devido a lesão de Renan e a verdade é que não tem sido por Max que as coisas têm corrido mal. Tem correspondido sempre que chamado a defender e hoje não foi diferente. Destaque para a grande defesa na primeira parte a remate de Luther Singh e, já perto do fim, a um remate de Pedro Nuno garantindo a vantagem.

Borja (Nota 6) – Hoje fez um jogo conseguido, com várias incursões com perigo no ataque e fazendo inclusivamente alguns cruzamentos que poderiam ter dado golo, se houvesse melhor esclarecimento na finalização.

Neto (Nota 5) – Estava a fazer um bom jogo, mas infelizmente saiu lesionado num lance de ataque do Moreirense em que choca com Maximiano.

Mathieu (Nota 7) – Fez um grande jogo com cortes muito importantes. Ficou na retina um enorme corte aos 30 minutos tirando o golo a Pedro Nuno. Ficou também muito perto do golo aos 48 minutos através de um livre direto ao poste. Foi ainda dele que partiu a assistência para o golo de Luiz Phellype.

Ristovski (Nota 6) – Esteve num plano positivo a nível defensivo, mas foi no ataque que mais se destacou com uma série de assistências que estiveram perto do golo, como aos 44 minutos e aos 45+7 para Jesé Rodriguez.

Doumbia (Nota 6) – Um jogo de altos e baixos. Nota positiva para uma excelente assistência para Bolasie na primeira parte que resultou numa grande oportunidade, mas também não conseguiu acompanhar Fábio Abreu na jogada de maior perigo do Moreirense ainda na primeira parte.

Wendel (Nota 6) – Foi bastante útil para ligar o jogo, embora não tenha tido um destaque muito grande em apontamentos de ataque. Ajudou também Doumbia a segurar o meio campo.

Bruno Fernandes (Nota 7) – Mais um jogo de destaque como habitual. Bruno Fernandes hoje nem marcou, nem assistiu, mas esteve sempre com uma intensidade grande e envolvido em quase todas as situações de perigo do Sporting ao longo do jogo.

Bolasie (Nota 7) – Jogo conseguido de Bolasie, jogador que criou muito perigo durante o jogo todo. Podia ter marcado numa jogada logo aos 12 minutos, mas o colega que o assistiu foi apanhado ligeiramente em fora-de-jogo.

Vietto (Nota 7) – Vietto foi um dos elementos de ataque mais ativos, rematando bastantes vezes mas também não deixando de assistir os seus companheiros quando era mais conveniente.

Jesé Rodriguez (Nota 6) – O avançado espanhol foi titular no jogo de hoje e até teve algumas chances para fazer o gosto ao pé, contudo, por algum azar e alguma falta de confiança, não conseguiu concretizá-las. Precisa de mais oportunidades.

Coates (Nota 6) – Entrou para o lugar do lesionado Neto aos 27 minutos e cumpriu com alguns cortes importantes. Ainda teve tempo de criar muito perigo na área do Moreirense com um remate de cabeça aos 57 minutos que passa muito perto da baliza.

Luiz Phellype (Nota 7) – Entrou aos 65 minutos no jogo e foi determinante para o resultado final fazendo o golo num belo golpe de cabeça. Por vezes passa ao lado do jogo, mas hoje esteve bastante dinâmico e ainda teve mais uma ou duas oportunidades para dilatar o resultado até final.

Rafael Camacho (Nota 5) – Entrou aos 79 minutos para o lugar de Vietto com o objetivo de dar alguma dinâmica no ataque do Sporting, contudo, não conseguiu nada de relevante.

Silas (Nota 7) – Foi indiscutivelmente um dos jogos mais positivos do Sporting desde que Jorge Silas assumiu a liderança da equipa. Vimos um Sporting confiante, sem receio, dinâmico e rematador. Falta, todavia, algum trabalho de finalização, pois a equipa teve imensas oportunidades que facilmente lhe permitiriam construir outro tipo de resultado. Há pouco tempo para treinos, pois já na próxima quinta-feira discutirá o primeiro lugar do grupo na Liga Europa.

A culpa é de Alcochete! Só que não

Esta semana ficou marcada pelas declarações de Vítor Oliveira após a derrota em Barcelos, onde referiu que o Sporting não apresenta um plantel de qualidade e que demoraria três a quatros anos para se recompor. Pois bem, tal afirmação serviu para que os defensores acérrimos do Presidente do Sporting viessem a público, de peito feito, dizer: “Estão a ver, este senhor do futebol tem toda a razão!”.

De resto, todos os canais televisivos em Portugal deram ênfase às palavras do treinador do Gil Vicente. Todos os programas desportivos inerentes a esses canais, corroboraram por completo a tese de Vítor Oliveira, alguns até, incutindo responsabilidades à anterior direção.

Há quem diga que o atual plantel do Sporting não tem qualidade e que não dá para mais. Discordo totalmente. Na minha opinião, o plantel que o Sporting tem, poderia e deveria render muito mais, apenas não o faz devido à falta de exigência que Frederico Varandas coloca no seu trabalho. Sempre ouvi dizer que “um fraco rei torna fraca a forte gente” e é isso que se passa atualmente no Sporting Clube de Portugal.

Felizmente existe uma possibilidade de comparação bastante plausível. Comparemos a atual situação do clube com o primeiro ano de Bruno de Carvalho. Vindos de um sétimo lugar e à beira da falência, o antigo presidente do Sporting consegue no ano seguinte sem investir no plantel, colocar o clube na Liga dos Campeões com uma equipa de qualidade similar à atual.

Recorde-se que nesse ano o Sporting tinha como jogadores mais utilizados: Rui Patrício – não era o que é hoje; Maurício – central mediano; Rojo – bom central; Cédric – acabado de vir de empréstimo; Jefferson – lateral de qualidade média contratado ao Estoril; William Carvalho – no seu primeiro ano de sénior, após ter jogado na equipa B; Adrien – acabado de vir de empréstimo; André Martins – jogador mediano; Carlos Mané – primeiro ano de sénior e aposta de Leonardo Jardim; Diego Capel – bom jogador; Carrillo – jovem promessa do Peru que procurava ganhar aos poucos o seu espaço na equipa; Montero – ninguém sabia quem era e o que se sabia, apenas que jogava nos EUA; e Slimani – um modesto argelino que veio para ser suplente nessa época. Destes jogadores que mencionei, apenas cinco eram internacionais “A” pelo seu país na altura, refiro-me a Rui Patrício, Rojo, Capel, Carrillo e Montero.

Já na atual equipa do Sporting, referindo-me apenas aos jogadores mais utilizados, existem oito atletas internacionais pela principal seleção do seu país. São eles: Luís Neto, Coates, Mathieu, Ristovski, Acuna, Borja, Bruno Fernandes e Bolasie. Sendo todos os outros internacionais pelas seleções jovens do respetivo país, à exceção de Renan e Luiz Phellype.

E eu pergunto, esta equipa não tem qualidade para fazer melhor na mesma medida da equipa do primeiro ano de Bruno de Carvalho, sendo plantéis de valia semelhante? A meu ver tem. Esta equipa não é superior ao plantel do Alverca? Andamos a brincar com coisas sérias, só pode.

Por outro lado, também considero que o atual plantel do Sporting Clube de Portugal poderia ter mais opções que o tornassem equilibrado em termos de alternativas, caso Sousa Cintra e, em particular Frederico Varandas com a sua brilhante experiência e visão de mercado, não tivessem mandado embora jogadores como Nani, Matheus Pereira, Domingos Duarte, Demiral, Palhinha, Viviano, Raphinha, Gelson Dala, Francisco Geraldes, Thierry Correia, entre muitos outros jogadores que poderiam equilibrar o plantel e tornar a equipa mais competitiva.

O Sporting, após Alcochete e a destituição do anterior conselho diretivo, contratou cerca de 19 jogadores onde gastou aproximadamente 50 Milhões de Euros referentes ao valor total das aquisições, isto sem contar com os regressos de jogadores que rescindiram.

Abordando esses mesmos jogadores, temos: Bas Dost que voltou ao Sporting com um salário de 3M, tendo ficado apenas uma época desportiva; Battaglia regressou e passou a auferir à volta de 1,8M/ano, com contrato até 2023, o que significa que o Sporting paga cerca de 9M em todo o seu contrato (5 anos x 1,8M); o mesmo acontece com Bruno Fernandes que, ao renovar recentemente, passou a ganhar 4M brutos/ano até 2023, ou seja, o Sporting irá pagar 16M a Bruno Fernandes, mais do que o dobro do que ganhava antes de rescindir.

Resumindo, o Sporting Clube de Portugal gastou cerca de 28 Milhões de Euros apenas com estes três jogadores que viraram costas ao clube e ao seu maior património, os adeptos. E gastou porquê se ainda não pagou? Porque terá de estar provisionado nas contas da Sporting SAD, logo funciona como se tivesse gasto uma vez algo que o clube terá de pagar a curto/médio prazo, digamos assim.

Sem ter acesso a contratos dos jogadores e, não contando com eventuais cláusulas e prémios contratuais que possam existir, é possível dizer com toda a segurança que o Sporting, no que diz respeito ao investimento no plantel após Alcochete e destituição de Bruno de Carvalho, já colocou à disposição perto de uma centena de milhão. Não incluindo os mais de 6 Milhões de Euros gastos em treinadores em pouco mais de um ano e nas comissões pagas a agentes, Dou como exemplo os 2M pagos à Gestifute na transferência de Thierry Correia para o Valência. O Sporting agora paga para vender. É de génio. Só mesmo ao nível de uma mente brilhante e completamente lúcida, enfim.

Em jeito de conclusão, a culpa dos maus resultados desportivos não pertence ao famoso acontecimento de Alcochete, mas sim à má gestão de Frederico Varandas. Onde foram mal gastos milhões e milhões de euros de forma irresponsável que não se traduzem em resultados minimamente compatíveis com os pergaminhos do Sporting e onde jogadores, muitos deles produtos da formação, foram oferecidos a outros clubes quando poderiam ter sido aposta e consequentemente valorizados.

Não aceito que Frederico Varandas e restante direção se refugiem na narrativa da falta de qualidade do plantel para camuflarem a sua incompetência, sobretudo com a conivência da comunicação social. Não aceito porque já foi provado num passado não muito distante, pela direção liderada por Bruno de Carvalho, que com menos se pode fazer sempre muito mais, basta não ser-se nabo, ser-se competente, colocar exigência no trabalho que se desenvolve e, em vez de se focarem nos problemas (“herança pesada”), procurem soluções.

Não há desculpas para o péssimo trabalho realizado pela atual direção do Sporting Clube de Portugal e o seu tempo chegou ao fim. Solicito que coloquem o vosso lugar à disposição, apesar de estarem demasiado agarrados ele.

Varandas e Vieira – amigos para sempre

Hoje fomos presenteados com um artigo de opinião do Miguel Braga, responsável de comunicação do Sporting CP, que visou os diversos casos de polícia que envolvem o SLB.

Ponto prévio: a denúncia e o combate às práticas desonestas dos nossos adversários devem constituir sempre compromisso de honra de qualquer direcção. O que é bem diferente deste insípido e inócuo comunicado, encapotado como artigo de opinião, (ou “travestido de artigo de opinião”?) que busca somente distrair e desviar atenções.

Há dezenas de casos, mas tome-se o e-toupeira como exemplo. Aquando do despacho de não pronúncia do SLB, o Sporting emitiu este comunicado:

Além de ter sido o próprio Frederico Varandas a acolher e a veicular a duvidosa teoria de que o e-toupeira não tem qualquer impacto desportivo, a direcção ainda se fez de morta nas semanas seguintes…

Record

Para, meses mais tarde, “mostrar” grande indignação e perplexidade, qual virgem ofendida, perante a confirmação do Tribunal da Relação [a da não pronúncia do SLB].

Indignam-se numa primeira instância, remetem-se a um silêncio ensurdecedor quando se pedia acção e clamam depois pela verdade desportiva, sem para isso mexer uma palha. Isto é suposto enganar quem?

A direcção do Sporting reage, indigna-se, manifesta-se, exaspera-se, abespinha-se, fica perplexa…mas não faz nada. Brilhante! O presidente do SLB não poderia desejar mais. Talvez Frederico Varandas tenha levado em conta o conselho de Vieira. E se tenham tornado numa espécie de best friends forever.

Nem entrando pela parte vergonhosamente cómica de expressões tão esclarecedoras e assertivas como ” não há volta a dar a isto” ou “já não é tempo de coisas”. Um qualquer cançonetista de Alfama, animado por duas garrafas de vinho tinto alentejano, faria melhor.

A Caminho do Abismo – Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD)

Olhando para as “gordas”, nada há para apontar. Um resultado líquido positivo de 21M, a recuperação da situação de falência técnica que passou dos -23M para – 2M, a diminuição de 7M no passivo e aumento de 14M no ativo, só bons indicadores …

No entanto e esmiuçando algumas rubricas, há situações no mínimo muito preocupantes.

Desde logo, o desequilibro operacional (- 7M) que piorou substancialmente relativamente à época passada (+0.2M) que, se somarmos o gasto em juros e amortizações, estamos a falar num desequilibro de -16M num só trimestre.

Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 10

O resultado líquido final é fruto das vendas de jogadores que, mesmo retirando os elevados gastos de vender (comissões), contribuiu com 37M para o resultado positivo no trimestre de 21M.

Outro indicador preocupante é o aumento dos gastos com juros que duplicou. Passou dos 1.5M em 2018 para 3.4M em 2019 e com tendência de subida acentuada. Num piscar de olhos, perde-se uma vantagem que tanto indignava os rivais. Ai Apollo, Apollo, o que fazes tu aqui …

Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 25

A rubrica dos Fornecimentos e Serviços Externos aumentou significativamente dos 5.7M em 2018 para 7M em 2019. Esta situação que ainda se torna mais escandalosa se comparada com os 4.9 gastos em 2017. O aumento de 2M em dois anos foi justificado neste relatório com as deslocações, o que se percebe, pois as viagens a Times Square não ficam nada baratas.

Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 21
Relatório e Contas 1º Trimestre 2018/2019 (SAD) pág 22

Os gastos em salários também aumentaram e passam dos 16.7M em 2018 para 19.9M em 2019 e, mesmo atendendo ao elevado valor registado como indemnizações, continua num valor preocupante e muito longe da redução necessária. Chocante é a revelação que as indemnizações pagas vão ocasionar uma poupança de 25M. Demagogia pura e barata, pois somam valores devidos até ao final do contrato de quem saiu e omitem de quanto será o gasto nos substitutos, deste e dos próximos anos.

Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 22
Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 4

O passivo a curto prazo que, no ano passado tantas manchetes e preocupação causou, havendo necessidade do adiantamento do contrato da NOS, aumentou e significativamente este ano (+11M). Veremos como vai ser descalçada esta bota, se com mais um adiantamento, se com a entrada de algum “Red” capitalista … não vai ser fácil e haverá sempre o recurso à venda dos poucos ativos com valor de mercado que ainda restam.

Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 11

Mas o que mais perturba é o aumento galopante da dívida do clube à SAD, que em 3 meses aumenta mais 8M e a 30 de Setembro já ultrapassa os 12M. A SAD ainda vai tendo ativos para gerir a situação O clube, bem, o clube tem o pavilhão ….. esta evolução assume contornos mais drásticos quando percebemos que em 30 de Setembro de 2017 era a SAD quem devia ao clube 4.3M e agora vamos ver se a Holdimo, tal como fez em Abril de 2018 e nessa altura sem motivo, anuncia a intenção de convocar uma Assembleia Geral, alegando o desvio de dinheiros da SAD para o clube.

Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 43
Relatório e Contas 1º Trimestre 2019/2020 (SAD) pág 43
Relatório e Contas 1º Trimestre 2017/2018 (SAD) pág 44

O rumo para o abismo é claro e perante este cenário, duvido que numa hipotética eleição os candidatos sejam mais que as mães e quem ganhar, vai ter uma tarefa dura, quase impossível de forma a não se tornar no cangalheiro oficial…

É dos carecas que ele gosta mais

Pois é, parece que isto já está a ficar perigoso para mais um careca… A Comunicação Social Nacional Lampiã (CSNL) já está a começar a tirar o tapete a Silas, o quinto treinador de Varandas e o terceiro careca seguido. Para a CSNL, Varandas ainda não é o culpado por causa do bicho papão de Alcochete.

Como a queda de mais um treinador deve estar para breve, venho tentar dar uma ajuda ao nosso estriste presidente. Se estiver a ler isto, um beijinho (igual aqueles da última AG) e não precisa de me agradecer!

Sugestões para novo treinador (que por acaso são todos carecas):

Vítor Oliveira

  • Deu um banho de bola ao Sporting, por isso deve ser bom;
  • É uma velha raposa do futebol;
  • Tem experiência com plantéis de segunda divisão;

Contras: tem bigode

José Viterbo

  • Não me façam perguntas difíceis!
  • Se calhar é simpático

Contras: Tem bigode e não é careca total

José Mota

  • Ganhou uma taça de Portugal ao Sporting
  • Gosta de vermelho como o presidente
  • Sabe o que é lutar pela permanência

Pep Guardiola

  • Treinador de topo mundial
  • Vencedor de Champions League

Contras: Vence demais, algo que o G71 não aprecia

Zidane

  • Experiência num grande clube
  • Vencedor de Champions League
  • Grande cabeceador, pode dar uma perninha na segurança de Alcochete

Leonardo Jardim

  • Amigo próximo de Varandas
  • Conhece o clube

Contras: Levou o Sporting a um lugar de Champions, incompatível com os objetivos croquettianos

Professor Neca

  • Está no Vitória FC, onde Varandas esteve como médico
  • É do clube dos vermelhos, a casa mãe do Novo Sporting

Contras: Agora é só adjunto

Daúto Faquirá

  • Está sempre nos programas do Rui Santos
  • Diz-se que é sportinguista

Miguel Cardoso

  • É o Silas do Rio Ave
  • Adjunto no tempo do Godinho Lopes

Contras: O comboio de hype dele já partiu

Spaletti

  • Vencedor de muitas ligas e taças em Itália e na Rússia

Contras: Vencedor de muitas ligas e taças em Itália e na Rússia

Costinha

  • Conhece como ninguém os meandros do croquette
  • Relação privilegiada com o carrossel Mendes
  • Veste-se bem

Jaime Pacheco

  • Jogou no clube
  • Campeão no Boavista

Contras: Ninguém o tira da Ásia

Roberto Di Matteo

  • Vencedor de Champions League

Contras: Não treina há 2 anos

Scolari

  • Conhece Portugal
  • Filho é adepto do Sporting

Contras: Se vier para o Sporting já não pode ser apontado ao Sporting todos os anos

Jorge Sampaoli

  • Ganhou a Copa América
  • Varandas adorava ter um novo Jorge

Contras: Não é o Jesus

Por agora é tudo, mas deixo o aviso. Se o caro leitor for careca natural ou por opção e tenha jogado peladinhas com os amigos aos sábados de manhã tenha cuidado: Pode muito bem estar elegível para ocupar o cargo de próximo treinador! Fuja enquanto pode!

O Julgamento do Momento – Primeiro Tempo EP 21

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Primeiro Tempo, o Podcast em directo para leões com raça! Uma iniciativa semanal Rugido Verde que conta com a participação de Sabino e Simão e que aborda a actualidade Leonina, sempre com humor, boa disposição e muito SPORTINGUISMO! Neste Podcast, estivemos à conversa com Alexandre Guerreiro para discutir o processo de Alcochete!

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Apelo aos nossos seguidores

Todos nós nascemos com a mesma cultura de raça, exigência e irmandade, isso é o que nos une, o que faz de nós sportinguistas. Deveremos servir o nosso clube, a nossa paixão, de modo a que não podemos continuar a tolerar abusos ao mesmo.

Ninguém tem o direito de tirar a alma a um sportinguista, nem a apoderar-se do clube por meros interesses.

Ninguém tem o direito de nos roubar a paixão e de nos provocar enquanto a destrói.

Temos de nos sentir confortáveis e em paz quando vivemos o ambiente Sporting, não podemos tolerar censura e perseguição.

O que estão a fazer aos elementos das claques Juventude Leonina e Diretivo XXI passou para lá dos limites. São grupos que desde a sua existência seguiram o clube para todo o lado. Os seus objetivos sempre foram fazer do Sporting um clube maior, fazendo os nossos atletas sentirem-se em casa onde quer que fosse. Não merecem o enxovalho, nem o desrespeito de uma direção passageira.

Temos de nos mostrar contra estes acontecimentos, por isso pedimos que no jogo de andebol de sábado contra o benfica levem adereços das claques perseguidas. Para mostrar ao nosso rival que ninguém faz o que quer de nós, ninguém manda na nossa casa.

A nossa casa, as nossas regras, vamos marcar a nossa posição!

Nós estamos sempre cá. Vocês sabem lá…

Vou escrever um texto em que vou tentar abordar o papel de uma claque no seu estado puro. Vou deixar de lado os processos judiciais que as envolvem, os comportamentos por vezes menos próprios que possam ter e, no fundo, centrar-me naquilo que realmente acrescentam ao espectáculo através da sua presença e actuação dentro dos recintos desportivos.

Vou tentar fazê-lo da forma mais sintética possível e, para isso, vou socorrer-me de um episódio específico.

No passado sábado tive a felicidade de me poder deslocar ao local onde mais e melhor me consigo identificar com os ideais do meu Sportinguismo: o nosso Pavilhão. Pavilhão esse, que tem o nome do grande Presidente com o qual cresci e que foi mandado construir pelo Presidente de que mais gostei desde que esse se afastou. Ali vive-se realmente um ambiente especial.

O jogo era apetecível: Andebol, Liga dos Campeões, Pavilhão João Rocha. Tudo o que era necessário para uma tarde em cheio e de ambiente infernal para os nossos adversários e motivacional para os nossos jogadores.

Cheguei relativamente cedo, como gosto, e em boa companhia. As bancadas foram a pouco e pouco ficando compostas, enquanto conversava com quem me acompanhava e com alguém amigo que entretanto chegou. Fomos discutindo o momento do nosso clube e a hora do jogo começar acabou por chegar.

No entanto, havia qualquer coisa que faltava e me estava a deixar um pouco triste e apreensivo, porque é uma coisa que sempre gostei de ver e que acho tremendamente importante.

Faltavam as claques.

Faltavam os cânticos, faltava a alegria, faltava a mística, faltava o espectáculo dentro do espectáculo, faltavam os bombos a marcar o ritmo. A bancada das claques tinha meia dúzia de pessoas e isso deixou-me realmente triste e desiludido. Pensei que não iam aparecer.

De facto, estava enganado. Quando chegou a hora, eles apareceram. Eram realmente menos que o habitual, uns identificados e outros não, uns com tarjas e outros não, uns com os bombos e outros não, mas todos em conjunto com os cânticos e com a voz que ninguém lhes pode tirar lá começaram o espectáculo dentro do espectáculo.

O que é certo, é que o ambiente foi muito diferente (para melhor) quando eles entraram e com os seus cânticos encheram o pavilhão, motivaram os jogadores e o resto dos adeptos que gosta de os acompanhar no apoio à equipa. Comoveu-me a forma e a força com que o fizeram. Retiram-lhes os meios, mas não lhes conseguem retirar a vontade e o sentimento. E sei que quando o Sporting jogar num estádio descoberto e longínquo, à chuva e ao vento, ou num pavilhão no fim do mundo a um dia de semana, eles vão lá estar.

Serão eles que vão apoiar os nossos atletas. sempre, independentemente dos sacrifícios pessoais. Sacrifícios, sim. Porque aquilo não é só gozo, tem muito de sacrifício e eu admiro-vos por isso, membros das claques, e por isso grito hoje por vós:

NÓS ESTAMOS SEMPRE CÁ. VOCÊS SABEM LÁ.