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Quinta-feira, Março 04, 2021

Jorge Mendes e Rui Patrício: Talents Throne

De acordo com a Tribuna Expresso, Jorge Mendes lucrou adicionalmente 3.6 milhões de euros com o negócio por Rui Patrício em 2018. Estes 3.6 milhões de euros foram pagos pelo Wolverhampton à Gestifute através da Talents Throne Lda, uma agência controlada pelo associado de Jorge Mendes, Hugo Valdir Cardoso. Segundo a FA, esta empresa, registada como intermediária na FPF, permitiu a Mendes envolver-se em 14 transações identificadas no Wolverhampton, sem ter de diretamente envolver a Gestifute e o super-agente. 

No ano fiscal de 2019, a Talents Throne, de apenas dois funcionários, registou uma receita de 7.13 milhões de euros. Tem a sede localizada em… Alcochete e Hugo Valdir Cardoso foi colega de Hugo Viana no Sporting. A Talents Throne foi curiosamente constituída a 20/2/2018, apenas três dias após a AG de Fevereiro de 2018, vencida com a aprovação de 90% dos associados, e quando começaram a surgir movimentos de fundo concertados com vista à troca de poder.

Este valor adicional de 3.6 milhões não está relacionado com a dívida assumida pelo SCP na negociação por parte de Frederico Varandas (4M), apesar da inexistência de documentos comprovativos e qualquer ação em tribunal que legitimassem tal doação.  Desta operação, surgiram também os famosos 2 milhões do protocolo Wang. Dos 18 milhões de euros do negócio que foram comunicados à Comunicação Social e à CMVM, menos de 12 milhões de euros deram na realidade entrada nos cofres do clube, de acordo com o Relatório e Contas. 

Com estes 3.6 milhões de euros adicionais revelados agora pela Tribuna Expresso, recebidos do Wolverhampton através da intermediária Talents Throne, o vencedor incontestável na vertente financeira da rescisão e negociação por Rui Patrício, a primeira de várias que liderou garantindo colocação (um elemento essencial para a concretização segura das mesmas), foi Jorge Mendes. Na notícia da Tribuna é igualmente referido bónus ao atleta, sendo que tinha sido dito pelas vias publicitárias que abdicara de tal, inclusive por Frederico Varandas numa entrevista ao Expresso.

Desde então, os negócios e dívidas do SCP da administração de Frederico Varandas para com este empresário não pararam de crescer, ascendendo ainda em 2020 a mais de 10 milhões de euros. Está de pedra e cal como credor e parceiro privilegiado em Alvalade, como comprova a verba recebida pela intermediação a preço de amigo de Bruno Fernandes.

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