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Terça-feira, Junho 22, 2021

Adeptos Contra a Superliga Europeia

Adeptos e grupos organizados assinaram uma declaração conjunta contra a eventual criação de uma Superliga Europeia. 

Da parte do Sporting Clube de Portugal, constam as claques (vulgo GOAs) Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, sendo assim o clube mais representativo na frente de combate ao formato por parte de adeptos organizados que assinaram a declaração, apesar do não reconhecimento às duas primeiras por manifestarem oposição à atual direção de Frederico Varandas.

Vitória de Guimarães e S.C. de Braga contaram cada um com a assinatura de duas claques. Da parte do F.C. Porto assinaram os Super Dragões, enquanto que da parte do S.L. Benfica assinaram os Diabos Vermelhos. A Associação Portuguesa de Defesa do Adepto foi igualmente signatária. 

Na declaração pode ler-se que a criação de tal competição “iria destruir o modelo europeu de desporto, que é assente em princípios basilares como mérito desportivo, promoção e relegação, qualificação para as competições europeias através do sucesso na competição interna, e solidariedade financeira. No processo, iriam igualmente ser minadas as bases económicas do futebol europeu, conduzindo a uma maior concentração de riqueza e poder nas mãos duma dezena de clubes. 

Reconhecemos que o jogo precisa desesperadamente de uma reforma ampla. Não obstante, propostas neste sentido necessitam procurar reviver o balanço competitivo das competições a nível europeu, proteger as competições domésticas, promover o interesse dos adeptos, e incentivar uma mais justa distribuição de receitas. Uma Super Liga Europeia não iria visar atingir nenhuma destas finalidades – antes pelo contrário.”

Esta declaração inclui organizações de adeptos de âmbito nacional, adeptos de clubes que integram o top-200 do ranking da UEFA, adeptos de clubes que apoiam uma liga alternativa aos moldes atuais, e adeptos de clubes que já foram vencedores das competições europeias.

No passado dia 21 de Janeiro a FIFA manifestou-se contra este modelo, deixando um aviso sério à pretensão por parte de uma elite de clubes, impulsionados por agentes e parceiros. 

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