RUGIDO VERDE

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Quarta-feira, Fevereiro 24, 2021

Barómetro Audaz V – Curtas Linhas Sobre Ambição

A audácia é definida no Dicionário Priberam como um “impulso que leva a realizar atos difíceis ou perigosos”, ou um “comportamento ou atitude que contraria hábitos, costumes ou hierarquias”. Sinónimo de coragem, intrepidez e ousadia na primeira definição, e de atrevimento e insolência na segunda.

Ora, se não é um Sporting assim, audaz, que queremos, o que é que andamos aqui a fazer?


No passado sábado, o Andebol do Sporting disse “adeus” ao título de campeão nacional. Será cedo demais para dizer isto? Penso que não. Ao perder em casa com o F.C. Porto, a equipa hipotecou as chances, já de si diminutas, que tinha para recuperar o título que já escapa desde 2017/2018 (quando fomos campeões, não só de Andebol, mas também de Futsal, Hóquei em Patins e Voleibol).

A equipa de Magnus Andersson está, de facto, uns furos acima da equipa do Sporting. E é factual que é impossível o Sporting ter sempre a melhor equipa nas Modalidades todas – isso não acontece em lado nenhum. No entanto, se houver uma tentativa de alcançar essa perfeição inatingível, mais facilmente chegaremos perto desse cenário.

O Sporting não pode ter equipas que, à partida não serão campeãs. Mesmo que haja mérito dos adversários na construção dos seus plantéis, quando começam os campeonatos, as equipas leoninas têm sempre de ser candidatas ao título. Não é uma questão de (ir)realismo, mas sim de ambição e de cultura de vitória. Quando há competência, é possível construir plantéis competitivos com qualquer orçamento.

O problema é haver um lote de adeptos e sócios do Sporting Clube de Portugal que se satisfaz com pouco: com lutas pela Europa, com a ocasional vitória num derby ou clássico, com taças e tacinhas e com o “prestigioso” título de campeão de inverno (que a nossa secção de Futebol está prestes a conquistar). Para alguns, há sempre uma desculpa, ou uma justificação, normalmente relacionadas com motivos financeiros, ou a minimizar o tamanho do Clube a nível nacional. Só querem que o Sporting seja grande no papel, assim que se põe a hipótese de o ser no campo, ou na quadra, revelam a falta de coragem e de vontade que habita nas suas almas.

Com a rescisão de Miguel Albuquerque, perde-se uma das poucas pessoas na atual estrutura do Sporting que sabe o que é vencer. Enquanto responsável pelo Futsal, Albuquerque chefiou uma secção do Clube que brilhou em todos os aspetos, vencendo, deliciando e criando uma imensa afinidade com a “escumalha”, perdão, os adeptos que se deslocavam para ver um Sporting de casa às costas.

Independentemente das razões que levaram ao seu abandono (não são o foco desta crónica), é ridícula, mesquinha e reveladora de muita pequenez, a forma como se dispensou um profissional com décadas de serviço à casa. Por enquanto, parece que quem fica como líder isolado das Modalidades do Clube é Miguel Afonso, fã de fazer cara de mau para os associados do Sporting Clube de Portugal. Acho que ficamos a perder.

Irá ser recuperado algum dos títulos das principais Modalidades de Pavilhão? Apesar de torcer até ao fim por cada uma, penso só termos reais chances no Futsal, Hóquei em Patins e Basquetebol.

A ver vamos. Já se provou que é possível ganhar todos no mesmo ano. Talvez seja disso que Varandas tem medo.

É que o Presidente que conseguiu isso, acabou destituído no mesmo verão.

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Chico Peres

O Fivelas Varandas está a agir como os ditadores: livrar-se de quem o colocou no poder, usando a velha máxima de Estaline e de Pinochet: quem foi capaz de me cá pôr, também é capaz de me tirar! Então toca a tirar esses serventários do caminho. Foram as claques, foram dirigentes que “sairam por razoes pessoais” depois de acessas discussões com o Fivelas, e agora o traidor Miguel Albuquerque. E vai continuar até acabar com, todas as pontas soltas, numa lavagem constante. Quem saiu bebeu do veneno que deu a provar há anterior Direcção de Bruno de Carvalho. As claques,… Ler mais »