RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Quinta-feira, Maio 28, 2020

Varandices Mitológicas

Caros leitores, Saudações Leoninas!

Muitas são as histórias do nosso grande Clube que temos para contar, e não menos diferentes, são as histórias “estristes” que o presidente em funções irá inevitavelmente deixar no seu legado, como que um vírus que assentou arraiais num qualquer corrimão de centro comercial. Ah o vírus, é verdade, o COVID19 caramba, esse malfeitor que já serve de desculpas para a incompetência que temos neste momento e para o que iremos assistir nos próximos episódios, aliás, já começou!

Até nisto os abutres que se instalaram no Sporting têm sorte, enfim…

Por falar em histórias, a travessia desgastante, sabotadora e inapta do actual presidente faz-me lembrar a história de Dédalo e Ícaro, mais pelo que sucedeu a Ícaro. A beleza da história e das lendas são mesmo estas, podermos fazer comparações e até prever desfechos, o que é mais irritante é o facto de o ser humano pouco aprender com o passado, esquece-se muito rapidamente, e no que ao Sporting diz respeito, aí assumo que uma franja de adeptos são profundos cata-ventos, umas Maria-vai-com-as-outras, altamente influenciáveis e acomodados. Esta foi a lavagem que os elitistas croquettes fizeram, década após década, modificando por completo o ADN do Sporting Clube de Portugal, com a única finalidade de se servirem dele.

Na mitologia grega, Ícaro era filho de uma das pessoas mais criativas de Atenas, Dédalo, famoso pelas suas invenções e pela perfeição dos seus trabalhos manuais, simbolizando o engenho humano. Um dos seus maiores feitos foi o Labirinto,  construído a pedido do rei Minos de Creta, para aprisionar o Minotauro, monstro metade homem, metade touro. Por ter ajudado a filha de Minos a fugir com um amante, Dédalo provocou a ira do rei que, como punição, ordenou que ele e o seu filho Ícaro fossem colocados no Labirinto.

Logo à cabeça vem-me a imagem paternalista (que o é para o presidente em funções, e de quem me enoja dizer o nome), defensora e malabarista de Rogério Alves.

Sim, esta personagem que, como todos sabemos, foi um dos grandes obreiros da destituição de Bruno de Carvalho e fabricante de diversas armadilhas, e continua a representar toda a escumalha que reina no Clube ao atropelar os seus estatutos uns atrás dos outros.  É artista.

Aqui ao contrário da lenda infelizmente, Rogério Alves tem tido via verde para fazer o que quer, pois os sócios têm tido um comportamento completamente desinteressado e amorfo para a gravidade da situação, mas continuemos.

Dédalo sabia que a sua prisão era intransponível, e que Minos controlava mar e terra, sendo impossível escapar por estes meios. “Minos controla a terra e o mar”, disse Dédalo, “mas não o ar. Tentarei este meio”.

Dédalo fez asas, juntando penas de aves de vários tamanhos, amarrando-as com fios e fixando-as com cera, para que não se descolassem.

Tal como na lenda, Rogério deu ao actual presidente todas o apoio e as asas necessárias para que pudesse voar, deu-lhe protagonismo através de uma comunicação social avençada, através dos diversos cartilheiros nas TV´s, inclusive imagine-se só, de comentadeiros do clube rival; foi inúmeras vezes felicitado pelas elites corruptas do Sporting e doutras instituições também elas corruptas, pelo seu comportamento pacificador no futebol português; alimentou-se de forma asquerosa e repugnante de BdC, ligando-o constantemente ao ataque de Alcochete; depois como bom filho, foi aconselhado a virar-se para as claques; recentemente lá voltou novamente a personagem heróica do “Doutor Coragem”, depois de Kandahar temos um parasita numa luta destemida contra um vírus, uma trágico-comédia de um voluntário do Exército Português.

O trabalho ficou pronto! Ícaro agita as suas asas e começa a voar. Começa a dominar o processo, mas ele é logo avisado pelo pai de que não poderia voar demasiado alto para que o calor do Sol não derretesse a cera que colava as penas, nem tão baixo, pois o mar podia molhá-las.

Sentiram-se como deuses, mas Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do Sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção, esquecendo-se das orientações do seu pai. A cera das suas asas começou rapidamente a derreter e logo Ícaro caiu no mar, morrendo.

Tal como nos conta esta lenda, o indigno presidente do Sporting tem voado bem alto, tudo lhe é permitido, também se deslumbra, neste caso com o seu cargo, seduzido pela cor do dinheiro avança com confiança, e é essa confiança que o fará cair, a ele e ao grilo falante. E já agora se não for pedir muito, a restante escória.

Dédalo, viu as penas das asas do seu filho a flutuar no mar. Chegando seguro à Sicília,  enterrou o corpo do seu filho e chamou o local de Icaria.

Esperemos que no final desta presidência, que nos desonra como amantes do clube, seja feito um funeral e depois das duas uma, ou enterramos num buraco bem fundo este bando de amigos que faz do nosso Sporting um salão de baile ao seu serviço, ou enterram eles o Clube de vez, e no fim – como na história de Dédalo e Ícaro – também lhe dão um nome, um nome qualquer, pois nessa altura o clube deixará de ser dos sócios e mais nada restará.

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1 Comentário
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Neca Pinto

Não têm faltado oportunidades para este Ícaro artolas se estatelar no chão, tantas e tamanhas têm sido as asneiras e as demonstrações de incompetência.
Mas a verdade é que sempre alguém aparece a ampará-lo e a queda iminente é evitada. Enquanto continuar a proteção descarada da intoxicação social, dos comentadeiros mais ou menos avençados e enquanto uma fatia importante dos sócios e adeptos não abrir os olhos, este Ícaro repugnante continuará o seu vôo desengonçado, para mal dos nossos pecados e para mal do nosso querido Sporting.

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