RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Terça-feira, Junho 02, 2020

Ah! Leão!

Antes de mais, estou a escrever este artigo antes do podcast de ontem, onde espero ouvir mais algumas revelações apetitosas sobre o golpe de 2018 em particular sobre as rescisões e das circunstâncias desconhecidas, que levaram aquela situação.

Enquanto esperamos pelo Miguel Fonseca e pela sua participação no podcast, gostava de congratular todos os Sportinguistas pela enorme vitória de Quarta-Feira. O Tribunal Arbitral do Desporto decidiu condenar o Rafael Leão ao pagamento de 16.5M ao Sporting por quebra do contrato. (E já agora, o Sporting a pagar 40 mil euros ao Rafael Leão por “assédio moral”)

Os Sportinguistas devem estar todos felizes por a nossa SAD não ter de sofrer mais um vexame, por não ter de pagar indemnizações avultadas e acima de tudo, por ser agora ressarcida pela quebra de contrato unilateral do jogador.

Um aparte aqui, não sei se o departamento legal do Sporting está tão contente como os adeptos e sócios… Depois das tentativas das últimas semanas de tentarem inundar a CS com notícias falsas, com absolutas mentiras, com artigos cirúrgicos que nunca podiam ter sido escritos por verdadeiros jornalistas. (E falo especificamente do jornal Record e das noticias de que o Sporting tinha perdido as causas na FIFA).

Claro, que a FIFA não deu razão nenhuma aos jogadores, antes sim, declarou-se incompetente para decidir o caso, por este estar a decorrer noutra instância – nomeadamente o TAD em Lisboa. Continuo o aparte para explicar aos caríssimos leitores que tudo o que foi feito foi premeditado. Qualquer advogado de meia tigela podia adivinhar o que a FIFA ia dizer. Que não podiam decidir nada, em bom português, que não podiam meter a foice em seara alheia. Esta sempre foi a forma como a FIFA decidiu, se os nossos advogados sabiam disso, porque é que mesmo assim foram à FIFA? E mais importante ainda, porque é que o Sporting não fez um comunicado a desmentir a noticia, tão nefasta para a SAD, para o clube, para os accionistas…. uma noticia que os advogados do Sporting sabiam ser mentira?!

A resposta é pura e simplesmente sinistra: porque era preciso criar ruído. Quando a decisão da FIFA (de ser incompetente no caso em apreço) saísse, o jornal Record, a mando do Sporting publicaria um par de “notícias” com o devido destaque, no dia seguinte faziam uma capa, com mais um ou dois artigos folclóricos no interior, e assim alimentavam a discussão nos cafés, na bancada central e nos programas de “comentário desportivo”.

As coisas até estavam a correr bem. A notícia saiu mesmo na altura certa, quando o julgamento de Bruno de Carvalho estava quase a terminar, e deu para espalhar mais um bocado de magia da “herança pesada”. Infelizmente para eles (a direcção actual do Sporting, os advogados do Sporting, o jornal Record e o Grupo Cofina) as coisas acabaram a correr mesmo mal. Bruno de Carvalho foi ilibado pelo próprio Ministério Publico, e agora, muito mais depressa do que eles (os de cima) desejavam, o TAD decidiu. E decidiu rapidamente, e a favor do Sporting, sinal de que não havia muitas dúvidas na decisão. Uma decisão rápida que permite que a memória do que o jornal Record fez não se perca.

Toda a gente se lembra da capa…

Muitas ilações devem ser tiradas desta decisão. Em primeiro lugar, a vontade de enganar os sócios, por parte da direcção, por ter interposto o caso na FIFA quando o sabiam a decorrer no TAD, e depois por não desmentirem as mentiras do Record (sim os cínicos entre vós dizer-me-iam que foi o próprio gabinete de comunicação do Sporting a escrever as “notícias” do Record). Em segundo lugar podemos concluir que esta decisão decreta o fim total e completo da “herança pesada”, as decisões desta direcção estão uma a uma a serem comprovadamente prejudiciais ao clube, causando centenas de milhões de euros de prejuízo. A terceira ilação a ter de ser retirada são os milhões de euros de que o Jorge Mendes beneficiou com estas rescisões e subsequentes recuperações e vendas de jogadores. Por fim, e não menos importante, é o segundo pilar da destituição do CD de Bruno de Carvalho a ruir no espaço de 15 dias. Depois de ser provado que Bruno de Carvalho não causou o ataque a academia, agora fica provado que os jogadores não precisavam de ser recuperados, e que a estratégia de Bruno de Carvalho estava correcta.

Sobram 2 pilares nesse edifício da destituição, e espero agora ansiosamente pelas intervenções de Miguel Fonseca no podcast esta noite, para perceber em que situação se encontram os casos em tribunal sobre a validade da nomeação da MAG temporária.

Sabendo o que sei hoje sobre como a Relação de Lisboa funciona, sabendo o que sei sobre acórdãos anteriores que decidiram casos semelhantes em favor de quem nomeou comissões temporárias, acho que vêm ai boas notícias.

Compreendo, ainda sobram os posts do Facebook. Ai os posts do Facebook!

3 Comentários
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Neca Pinto

Não acrescentaria uma vírgula.

HULK VERDE

Parei de ler aqui: “Ah! Leão!”… depois fui ler o resto. Mas não rescindi unilateralmente, apenas por uns instantes, para descontrair, de maneiras que nem foi preciso fechar e voltar a abrir a página e meter o tick no contrato.

jorge mendes

Como era espectável, a montanha pariu um rato…… ou muitos ratos a se aproveitarem

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