RUGIDO VERDE

Levantar e levantar de novo, até que os cordeiros se tornem Leões!

Domingo, Novembro 17, 2019

As cartas tarot da Frederica Marquises

Prever o futuro é algo que fascina a Humanidade desde o momento em que nos conseguimos distinguir dos nossos primos primatas. Quando éramos nómadas e caçadores, tentávamos prever o movimento das manadas e das estações do ano. Quando nos tornamos agricultores, precisávamos de prever a melhor altura para plantar e colher os frutos do nosso trabalho.

Mas, agora, os tempos são outros. O mundo está mais complexo, em parte porque a Humanidade assim o tornou. Vieram os carros, a tecnologia, os mercados financeiros.

No entanto, há uma coisa que não mudou: a Humanidade continua a tentar prever o futuro. Ter um valor probabilístico de algo acontecer no futuro ou um horizonte temporal para tal dá-nos a possibilidade de tomar decisões de forma mais informada, ainda que o que desejamos não passe de uma miragem.

O que é certo é que, talvez por tentarmos manter as coisas em nosso redor em controlo, talvez porque a Natureza assim o dita, quase tudo o que vemos e construímos como sociedade possui ciclos.

Quem tem algum interesse nos mercados financeiros e economia poderá saber que, por exemplo, e de forma algo simplista, uma contração económica (ou seja, crise) acontece mais ou menos de 10 em 10 anos – para os mais curiosos, em Portugal a última foi em 2011 *cof cof*.

Mas bem, não vim aqui para falar de mercados financeiros, e também não estou a tentar trapacear ninguém com falinhas mansas e emails do príncipe da Nigéria. Vamos então ao que interessa: o futuro do Sporting Clube de Portugal.

Não sei se sou a primeira a fazer esta análise (que, vou ser honesta, demorou 2 minutos a fazer), mas, curiosamente, o Sporting também tem ciclos. A julgar pelos dados da “Sporting Wiki” do “Fórum SCP”, estes ciclos são algo regulares, o que nos poderá dar um vislumbre sobre o que se avizinha para o Clube.

Antes que me venham chatear e dizer “Oh Frederica, mas onde é que foste buscar essas datas? Estás a ver se nos enganas!”, vou mostrar o meu baralho todo. Aqui vai a minha metodologia, para que todos possam repetir e tirar as suas próprias conclusões:

  1. Procurar no motor de busca preferido, “Wiki Sporting”. Deverá aparecer logo nas primeiras páginas de resultados a página da Wiki (feita por outros voluntários sportinguistas) do “Fórum SCP”;
  2. Na barra de pesquisa no canto superior direito, pesquisar “crise”;
  3. Anotar e colocar as datas que aparecem nos diversos resultados de pesquisa por ordem cronológica;
  4. Observar e analisar ditas datas.

Se seguiram os passos acima, provavelmente terão uma lista assim deste género:

  • 1965
  • 1973
  • 1979-80
  • 1989
  • 1999-2000
  • 2005
  • 2012-13
  • 2018-19

Observação: Tomei a liberdade de adicionar o 2019 (talvez o 2020 também?) na lista, uma vez que não me parece que um clube que não esteja em crise – económica ou outra – tenha tarjas pelas autoestradas a fora a dizer “#VarandasOut”.

Vamos agora à análise dos “dados”.

Como podemos perceber, se fizermos a diferença entre cada ano (e.g 1973-1965=8 anos, 2012-2005=7 anos), vemos que cada dita “crise” tem um intervalo de, em média, 7 anos e meio. Claro que há ciclos mais curtos e outros mais longos; prever o futuro nunca foi uma ciência de exatidão, mas sim de estatística e probabilidades.

Mais ainda, certas crises com intervalos maiores, como a do intervalo 1989 a 1999, podem ter começado a “borbulhar” mais cedo. Poderá ainda haver crises que ficaram por resolver e, por isso, uma nova foi adiantada, como é o caso da crise de 2018 encetada pela elite croquette sportinguista.

Com esta análise em mente, podemos supor que as crises no Sporting seguem um padrão de aproximadamente 7,5 anos e com isto efetivamente prever o futuro do Sporting.

A nível do curto prazo, há que perceber como e quando é que a atual crise sportinguista se irá resolver: se com a entrada de novos órgãos diretivos ou se o Sporting irá definhar gradualmente às mãos de dirigentes gulosos e umbigo-compulsivos. Caso consigamos ultrapassar este obstáculo, que mais parece o muro de Berlim, podemos começar a nossa previsão. Como se processa todo o ciclo? Podemos fazer uma analogia com aquele que é o ciclo “boom and bust” de uma economia. Aqui vai:

  1. Entra em cena um novo Presidente, inicia-se um processo de familiarização por parte da massa associada, com alguma desconfiança à mistura;
  2. Algum tempo depois, os sócios ganham confiança, chegando a fase do “este ano é que é”;
  3. Por razões externas, o Sporting falha alguns dos seus objetivos, mas os apoiantes mantêm o apoio, dizendo “para o ano é que é”;
  4. Alguns erros são cometidos por parte da direção e estes vão acumulando na memória do sportinguista. Gera-se algum desconforto na massa associativa;
  5. Um erro crasso por parte da Direção (geralmente pelo Presidente), como um clube mal gerido, laivos de Ditadura, entre outras coisas, leva a um descontentamento por parte dos sócios;
  6. O Presidente demite-se ou existem eleições. O ciclo reinicia-se.

A tomarmos estes valores como válidos, podemos adivinhar nova crise no Sporting daqui a mais ou menos 7 anos, isto é, quando esta estiver ultrapassada.

Talvez estejam céticos em relação àquilo que vos apresento. Não esperaria o contrário. Mas não há que negar que existe, pelo menos, alguma natureza cíclica daquele que é o estado do Sporting.

Apesar de tudo, uma coisa é certa: as constantes crises e guerrilhas no Sporting encetadas pelos interesses pessoais não podem continuar a acontecer de 7 em 7 anos.

Há que fazer algo em relação ao mal que assombra os corredores de Alvalade quase desde o momento em que o Sporting Clube de Portugal foi criado. E o que é isso que devemos fazer? Bem, isso fica para um próximo artigo.

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