RUGIDO VERDE

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Segunda-feira, Dezembro 09, 2019

Síndrome de Estocolmo

Síndrome de Estocolmo – estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor.

Não é raro vermos casos na televisão de vítimas de rapto que se mantiveram à mercê dos seus captores mesmo depois de terem várias oportunidades para fugir. Afeiçoaram-se a criminosos que, de quando em vez, realizavam gestos “gentis”, fazendo esquecer o estado de stress extremo e emocional em que se encontravam.

Esta deturpação da realidade leva a que essas pessoas esqueçam as coisas más que lhes foram infligidas, concentrando-se apenas nas coisas boas.

Se no artigo de 11 de Setembro, a crónica publicada no Rugido Verde comparava o Sporting e os seus adeptos a vítimas de terrorismo, eu venho aqui puxar a sardinha à minha brasa.

Venho, portanto, argumentar que, embora tenha havido sem dúvida terrorismo em 2018 (e não no dia 15 de maio, Caríssimo Senhor Todo Poderoso Rui Pereira), na verdade os sportinguistas foram vítimas de um rapto, seguido de um cativeiro que já dura há pelo menos 20 anos.

Os meus caros leitores poderão estar a perguntar-se, “Mas Frederica, em momento algum senti que estivesse a ser vítima de rapto. O que se passa?”.

Bem, se não sabe que está a ser vítima de um rapto então ou tem amnésia ou sofre de síndrome de Estocolmo.

Como a memória curta é um problema geralmente português e não especificamente sportinguista, suponhamos então a segunda opção. Se de facto os sportinguistas sofrem de Síndrome de Estocolmo, há que localizar no tempo quando se deu o rapto inicial.

Contudo, saber exactamente quando os croquettes encapuzados entraram pelo clube adentro é difícil de determinar com exactidão. Isto porque estes seres sem coluna vertebral já fizeram diversas tentativas para mandarem embora verdadeiros presidentes; João Rocha que o diga.

Fica, no entanto, fácil de determinar que, nos últimos 20 anos, a atitude dos raptores tem sido cada vez mais agressiva e o Síndrome de Estocolmo tem sido cada vez mais forte.

Por um lado, os sequestradores não só têm destruído o clube a um ritmo que actualmente chega a confundir-se com incompetência, mas também possuem um à-vontade tal que já não escondem as suas principais intenções a ninguém (apenas a quem fica hipnotizado pelo soberbo jornalismo actual).

Por outro lado, os sequestrados têm ficado mais dormentes a esses actos violentos, ao mesmo tempo que batem palmas a qualquer almoçarada de graça, jogador novo ou um titulozinho para acalmar os ânimos.

O patente “para o ano é que é”, que tenho ouvido em todos os anos da minha existência mostra isso mesmo e, se considerarmos o actual rumo do Sporting, veio para ficar.

Faço um pequeno aparte para escrever que, felizmente, o Síndrome de Estocolmo não é reconhecido como uma doença psiquiátrica. Caso contrário, colocar uma boa porção dos spor71guistas em ala psiquiátrica poderia levar o Estado à bancarrota.

Agora que o Sporting é comandado por um português quase-afegão que tem ao seu lado uma sueca quase-portuguesa, o diagnóstico de Síndrome de Estocolmo parece-me ainda mais óbvio.

Não que eu tenha qualificações ou conhecimento da situação psicológica de todos os sportinguistas para fazer este tipo de diagnósticos, mas isso não foi impedimento para certas pessoas irem à televisão fazer juízos similares e, portanto, também tenho direito a fazê-los.

Se os meus caros leitores leram até aqui, então devem estar interessados em saber como uma pessoa se livra do Síndrome de Estocolmo, pelo menos neste caso. Ora, considerando as minhas inigualáveis qualificações e o momento glorioso em que o Sporting se encontra, proponho um dos seguintes cursos de acção:

  1. Deixar os captores croquettes completar o seu plano maligno, deixando de seguida os sportinguistas que não se aperceberam da situação num estado de frustração, potencialmente quebrando o laço de “amizade” com os croquettes;
  2. Avisar diariamente as vítimas sportinguistas do que poderá estar para vir se nada for feito, utilizando factos e mostrando que na estrutura de direcção croquettiana o número de pessoas que tem o Sporting como primeiro interesse é zero. Esta estratégia é mais trabalhosa e pode cair na primeira se não for feita eficazmente.

O que nos resta saber é como acabará esta novela mexicana de conteúdo reles. Conseguirão os sportinguistas livrar-se do Síndrome de Estocolmo? Será o final apenas uma preparação para uma sequela de qualidade ainda pior?

Não sei, caros leitores, mas uma coisa é certa: já não há equipas de resgate para salvar os sportinguistas, apenas estes se podem salvar.

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jorge mendes
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jorge mendes

doença psicológica de submissão…..

Leão Comuna
Visitante
Leão Comuna

O problema é que para além de síndrome de Estocolmo, parece-me a mim, que muito Sportinguista sofre de síndrome de Down…

GreenMarquis
Visitante
GreenMarquis

Muito bom.
No entanto eu não coloco tudo no mesmo saco.
Anteriormente o clube era usado para as negociatas e deste modo o clube era um meio para atingir um fim.
Com os fivelistas o clube é o produto, tomaram de assalto recorrendo a fraude eleitoral e outros crimes (se é que Alcochete foi terrorismo, recorreram ao terrorismo) e com um claro objectivo de vender a SAD o mais depressa possivel.

O não fazer nada implica que se fique sem SAD, logo sem futebol, estádio, academia, etc….

Peyroteo
Visitante
Rei Leão

Magnífico. Não vou dizer mais nada acerca do texto. Vou apenas pedir-lhe que continue a escrever. Saudações.

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